Papa pede prudência aos Bispos do Sínodo da Amazônia

O Pontífice justificou esse pedido com a necessidade de custodiar os processos eclesiais, como o Sínodo.

Papa Francisco nesta manhã na Sala do Sínodo. Crédito: Daniel Ibáñez / ACI

 

O Papa Francisco pediu prudência aos padres sinodais que participam no Sínodo sobre a Amazônia, que está sendo celebrado, em Roma, até o próximo 27 de outubro.

No discurso de abertura pronunciado nesta segunda-feira, 7 de outubro, na Sala do Sínodo, o Santo Padre pediu aos participantes do Sínodo “delicadeza e prudência na comunicação que faremos fora”, em concreto, com os jornalistas.

Assinalou como legítima “a vocação de servir” dos jornalistas e sua necessidade de comunicar, mas explicou que “para ajudar a isso estão previstos os serviços de imprensa, os ‘briefings’” que serão feitos todos os dias para explicar os avanços dos trabalhos desenvolvidos na Sala do Sínodo.

O Pontífice justificou esse pedido com a necessidade de custodiar os processos eclesiais, como o Sínodo. “Têm necessidade de ser custodiados, como o bebê, acompanhados no início, cuidados com delicadeza. Precisam do calor da comunidade, precisam do calor da Igreja Mãe”.

“Um processo eclesial cresce assim. Por isso, a atitude de respeito, de cuidar da atmosfera fraterna, o ar de intimidade é importante, e trata-se de não ventilar tudo como vem de fora”, destacou.

Defendeu que esse pedido de discrição não se trata de “quem devemos informar, de um segredo mais próprio das logias do que da comunidade eclesial, mas sim de delicadeza e de prudência na comunicação que faremos fora”.

Nesse sentido, advertiu que “um processo como o de um Sínodo pode ser arruinado um pouco se eu, ao sair da sala, digo o que penso”.

A consequência é a criação de um “Sínodo de dentro” e um “Sínodo de fora”, algo que, lamentou, já aconteceu em alguns Sínodos passados.

“Um Sínodo de dentro que segue um caminho da Mãe Igreja, de cuidado dos processos. E um Sínodo de fora que, por uma informação dada levianamente, dada com imprudência, move as informações de ofício a erros”, afirmou.

 

Por Miguel Pérez Pichel

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