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A festa da Santíssima Trindade

A Santíssima Trindade, na palavra do Concílio Ecumênico Vaticano II, afirma que o dogma da Santíssima Trindade é o centro de nossa fé.

Neste Domingo, 07/06, celebra-se a Festa da Santíssima Trindade, sempre no domingo seguinte ao Pentecostes e que antecede o Corpo de Deus. A Diocese de Parintins celebra Missa às 18h direto da catedral pelas rádios Alvorada e Clube, e Facebook.

 

O próprio Cristo envia os seus discípulos para a missão determinando que o mandato do batismo seja efetuado em nome da Trindade Santíssima: “Ide pelo mundo e batizai a todos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Cf. Mt 28,19).  A existência de um Deus único, com uma só natureza divina, mas distinto em três pessoas, é revelação de Jesus.

Por isso a Santíssima Trindade permeia toda a vida do cristão. Todas as vezes que fazemos o sinal da Cruz estamos invocando a Santíssima Trindade. Quando fazemos o sinal da Cruz reverenciamos o Deus único e verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo. E, assim, também começa a Santa Missa com a saudação inicial: “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus-Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”.

 

A Trindade está presente em tudo: no Glória, quando glorificamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo; bem como, no Credo, quando renovamos a nossa fé no Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo.

O mistério da Santíssima Trindade é a luz que ilumina todas as verdades da fé. E é um mistério de amor profundo. A Trindade é a comunidade perfeita, a comunidade de amor pleno. O Pai criou tudo por amor; o Filho, muito amado pelo Pai constrói no mundo, com sua vida, um reino de amor, e o amor é um dos grandes dons do Espírito Santo. Assim, no Santo Evangelho de Jo 3,16-18), tirado do diálogo de Jesus com Nicodemos, recorda o imenso amor de Deus pelas criaturas, pelos homens e pelas mulheres, um amor tão grande, tão sublime, tão profundo que vence a barreira do pecado e da morte à custa do sangue derramado de seu próprio Filho.

 

Um amor inaudito que quer ter todas as criaturas junto a si, participando de sua feliz vida eterna.  Deus nos ama de tão maneira que nos enviou o Espírito Santo em auxílio da fraqueza e da miséria de nossa fé, completando o nosso coração de esperança, avivando a fé em Jesus, o Redentor, revestindo de tal maneira nossa vida a ponto de que é Ele que reza em nós e em nós rende louvores e graças a Deus. Deus Pai já não olha para o nosso pecado e ignorância, mas vê o “o próprio Espírito, que advoga em nosso favor. ”(Cf. Rm 8,26).

A questão essencial é esta: Deus ama o seu Povo e cuida dele com bondade e ternura. A sua misericórdia é ilimitada e, aconteça o que acontecer, irá sempre triunfar. Israel, o Povo da aliança, pode estar tranquilo e confiante, pois Deus é o Deus do amor e da misericórdia, garante a sua eterna fidelidade a esses atributos que caracterizam o seu ser.

 

Deus é sempre, para o homem, o mistério que a “nuvem” esconde e revela: detectamos a sua presença, mas sem O ver; percebemos a sua proximidade, sem conseguirmos definir os contornos do seu rosto. A ânsia do homem em penetrar o mistério de Deus leva-o, com frequência, a inventar rostos de Deus; mas, muitas vezes, esses rostos são apenas a projeção dos sonhos, dos anseios, das necessidades e até dos defeitos dos homens e têm pouco a ver com a realidade de Deus. Para entrarmos no mistério de Deus, é preciso estabelecermos com Ele uma relação de proximidade, de comunhão, de intimidade que nos leve ao encontro da sua voz, dos seus valores, dos seus desafios.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, amém.

 

 

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E A CASA COMUM

 

No dia 05 de junho de 2020, celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. Em vários países foram promovidas atividades e iniciativas de sensibilização para o cuidado da natureza e da relação do ser humano com o planeta Terra.

Faz cinco anos que o Papa Francisco enviou a Carta Encíclica “Laudato Si”, que significa “Louvado seja”, sobre o cuidado da casa comum. Na Carta, o Papa faz um apelo:

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. O Papa diz: desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados setores da atividade humana, trabalham para garantir a proteção da casa que partilhamos. Uma especial gratidão àqueles que lutam, com vigor, para resolver as dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo. Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos. ”  Faz convite à ação, ao diálogo e a urgência em construir o futuro do planeta. O Papa diz ainda que precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós.”
Na Casa Comum, nossa responsabilidade, precisamos garantir o direito da planta brotar, da  fonte espalhar vida e da justiça se espalhar qual riacho que não seca, assegurando o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum. Precisamos promover o conhecimento concreto da realidade local, do saneamento básico e, principalmente atenção ao gasto excessivo da água. Compreensão da relação entre ecumenismo, fidelidade à proposta cristã e envolvimento com as necessidades humanas básicas.

Em tempos de pandemia em que a vida se encontra ameaçada, rezemos:

Deus da vida, da justiça e do amor, Vós fizestes com ternura o ser humano e o nosso planeta, como morada de todas as espécies e povos.
Dai-nos assumir, na força da fé e em irmandade ecumênica, a corresponsabilidade na construção de um mundo sustentável e justo, para todos.
No seguimento de Jesus, com a Alegria do Evangelho e com a opção pelos pobres. Ajuda-nos neste tempo de Coronavírus a defendermos a vida humana e a vida do Planeta, amém.

 

Por Irmã Maria Helena Teixeira, Teóloga, Escritora, Missionária

Colaboradora JI

Imagens: Internet

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