Anderson e Luiz Adriano executados a tiros em Parintins

Entre o ano de 2018 e 2019 mais de 10 pessoas morreram baleadas.

O final de semana teve duas execuções; dois jovens foram assassinados a tiros: Anderson da Silva de Azevedo de 20 anos e Luiz Adriano Souza Magalhães de 24 anos. De certo tinham muita coisa pela frente e sonhos a realizar. Mas agora o que fica é a dor das familias e a reflexão sobre os fatos. 

Anderson morreu na noite de sábado, 19 de setembro, ao levar vários tiros nas costas, enquanto caminhava na rua 16 do bairro de bairro Paulo Correia. Já o corpo de Luiz Adriano foi encontrado num matagal, na tarde de segunda-feira, dia 21, na área do Pascoal Allágio. Estava em avançado estado de decomposição. Exames vão confirmar quantas balas e tipo de arma levou o jovem a óbito.

A morte de Anderson e de Luiz Adriano ocorrem após meses de calmaria de execuções  ligadas ao crime organizado e briga de espaço pela venda de drogas em Parintins.

Entre o ano de 2018 e 2019 mais de 10 pessoas morreram baleadas. A maioria tinha antecedentes criminais.

Fica alerta aos pais e mães, de procurar desde criança direcionar o filho ou filha para instituições que possam impedir ou dificultar a entrada no submundo das drogas. Temos Igreja Católica, Igrejas Evangélicas, Pelotão Mirim,  Liceu de Artes Cláudio Santoro e outros segmentos que oportunizam com cursos e palestra uma melhor formação cidadã.

Afinal, a Polícia Militar, Polícia Civil, Conselho Tutelar, Comissariado de Menores e Defensoria Pública e os professores na sala de aula, não são babás de ninguém. O primeiro ato de disciplinar deve ser no seio familiar.

São observada várias festas regadas a muita bebida alcoólica, droga lícita e ilícita na qual menores, adolescentes e jovens são os maiores protagonistas. Na cidade e agora na Praias da Região.

Dessa forma, os pais devem contribuir ao máximo para que as instituições fiscalizem esses locais. Pois área na qual o estado não é presente, o tráfico e agora milicianos adentram. Precisamos de um pacto social envolvendo a todos os munícipes, mas sem a família envolvida pouca coisa vai seguir. Também deve-se conceder especial proteção às famílias que são hoje já reféns do tráfico em locais considerados área vermelha na cidade. Mas para isso o aparato e logística da segurança deve receber investimentos. 

A certeza mesmo é que o filho vira viciado e avião de traficante para garantir algumas gramas de droga e a filha vira viciada e vai se prostituir a qualquer preço até conseguir algo para cheirar….

 

Texto: Hudson Lima Koiote

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