Aparecida confirma enredo para 2019 e vai contar o Estado do Pará na avenida

Mocidade Independente de Aparecida quer fazer uma grande homenagem ao Pará e, principalmente, aos 600 mil habitantes paraenses de Manaus e do Amazonas / Foto: Márcio Silva.

A Mocidade Independente de Aparecida (MIA) vai trazer o Estado do Pará para a passarela do samba amazonense no próximo Carnaval das Escolas de Samba do Grupo Especial de Manaus. A confirmação foi feita pelo presidente da agremiação 22 vezes campeã do Carnaval amazonense, o também carnavalesco e jornalista Saulo Borges.

Hoje à noite a diretoria da Mocidade de Aparecida vai se reunir na sede da agremiação para bater o martelo sobre o título definitivo do enredo em homenagem ao Pará. Uma das palavras que podem ser incluídas é o nome “Nazinha” , em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará.

“Vamos fazer uma grande homenagem ao Pará e, principalmente, aos 600 mil habitantes paraenses de Manaus e do Amazonas. Só na capital amazonense temos em torno de 400 mil paraenses. Nossa proposta é festejar o  Estado do Pará com um enredo pra cima, alegre e festivo, contando as tradições, cultura, música, as danças, as festas deles, a culinária, a história do Pará desde a época da fundação, a extração da borracha, etc. Sabemos que um dia nós todos fomos um Estado só, o Grão Pará, cuja capital era Belém e de onde a borracha era extraída dos seringais”, explica Saulo Borges. “Faremos uma homenagem, também, à Nossa Senhora  de Nazaré , a Nazinha, como ela é chamada no Pará. Essa aproximação do fiel paraense com a santa é tão grande que o o Círio é quase como um Natal, e lá eles deejam às pessoas Feliz Círio”.

Belezas naturais

A Mocidade de Aparecida também vai falar das belezas naturais e únicas do Estado vizinho, dos municípios grandiosos dele e locais como a Ilha de Marajó. “Vamos mostrar as encantarias de Marajó, as pajelanças e a cerâmica, também”, ressalta o presidente.

A rixa propalada entre alguns amazonenses e paraenses também não foi esquecida, e constará no novo enredo da Pareca no próximo Carnaval. Mas tudo em uma forma salurar de brincadeira, disse Borges: “Vamos fazer uma brincadeira falando da rixa entre amazonenses e paraenses. Isso deve ser entendido como uma brincadeira, e nunca como rivalidade. Queremos mostrar que somos um só povo. Não se pode questionar se a castanha e o tucupi são de lá ou daqui. Vamos tratar disso de forma animada e atrair todo o povo do Pará para dentro da Aparecida”.

“No próprio nome da Aparecida tem o nome ‘Pará’”, ressalta o dirigente, salientando que a escola de samba vai organizar, em data a ser anunciada,  uma coletiva de imprensa para apresentação do novo enredo da agremiação.

Oficial e Estandarte do Povo

Neste ano a escola de samba ficou em sexto lugar no Carnaval oficial de Manaus recontando um dos seus enredos mais clássicos: o desfile que homenageou Maués em “Os Maués: origem divina, destino humano – 30 anos depois”. A campeã foi a Reino Unido da Liberdade, que garantiu o tricampeonato.

Mas, se por um lado o título no Grupo Especial não veio, por outro a agremiação sagrou-se vencedora do Estandarte do Povo do Jornal A CRÍTICA, desbancando a Reino Unido da Liberdade que tentava o tricampeonato. Desde 1970 a premiação é concedida pela Rede Calderaro de Comunicação, aos melhores do Carnaval de Manaus em diversas categorias, por iniciativa do fundador de Rede Calderaro de Comunicação (RCC), jornalista Umberto Calderaro Filho.

Mudanças

A Aparecida confirmou mudanças entre seus ítens oficiais e setores da escola. Uma delas é a saída da 1ª porta-bandeira Carol Sá, que estava desde 2008 na Pareca e que deixou o posto por conta de afazeres profissionais: ela foi aprovada no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e não havia mais como conciliar tempo com a agremiação. Quem vai substituí-la será Leandra Gomes.

“Em breve vamos divulgar datas para as inscrições da escolha da segunda porta-bandeira e o terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, que serão escolhidos dia 14”, detalhou Saulo Borges.

Haverá, também, uma alteração dos coreógrafos de comissão de frente.

“A Aparecida vive um processo atual de repaginação de algumas coisas que achamos devem ser melhoradas”, comentou o presidente, que tem mandato à frente da escola de samba até março de 2019.

 

Paulo André Nunes/acrítica.com