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Arthur Virgílio pode ser preso

Arthur Virgílio pode ser preso

Por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acataram um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), para que se dê continuidade no processo no qual o prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio Neto (PSDB), é acusado de entregar declaração falsa de bens à Justiça Eleitoral no ato do registro de sua candidatura nas Eleições Municipais de 2016.

Caso seja condenado, o prefeito de Manaus pode ter seus direitos políticos suspensos por no mínimo oito anos e ser preso por até cinco anos.

⭕ Documentos falsos

O tucano foi denunciado pelo MPE por ter ocultado da Justiça Eleitoral dois apartamentos de luxo, avaliados em R$ 1,6 milhão.

Há época, Arthur declarou possuir um patrimônio pessoal de apenas R$ 160 mil, constituído por um imóvel no valor de R$ 36 mil e aplicações bancárias.

O MPE diz que a omissão foi intencional, uma vez que o prefeito publicamente negou ser o proprietário durante a campanha em 2016.

⭕ TRE-AM errou

O TSE deixou claro que a decisão TRE-AM, pela absolvição sumária de Arthur Virgílio, foi equivocada.

Na época, os desembargadores favoráveis ao encerramento do processo foram: Abraham Campos Filho, João Simões, Marília Gurgel, Felipe dos Anjos Thury, Marco Antônio da Costa e o presidente do TRE-AM Yedo Simões.

Apenas o relator, desembargador Bartolomeu Júnior, foi a favor do prosseguimento da denúncia contra o prefeito de Manaus.

⭕ Omissão

Segundo o MPE, ficou evidente que Arthur Virgílio reivindicava para si a imagem de “uma pessoa que não veio à política para buscar enriquecimento”, para que, com isso, conseguisse vantagem na disputa eleitoral com documentos falsos.

⭕ Avaliação de Fachin

O ministro Edson Fachin, relator do processo no TSE, avaliou que existem indícios que Arthur forjou uma lesão de crença pública entre leitores e candidatos.

⭕ Repondo a Ordem

O Direto ao Ponto conversou com o deputado federal Marcelo Ramos, que disputou a eleição com Arthur Virgílio em 2016 e que na época fez a denúncia contra o então candidato à reeleição.

“Agora o TSE está repondo a ordem do processo, determinando que efetivamente o TRE-AM aprecie o mérito da denúncia. Não há dúvida que o prefeito fraudou sua declaração de bens e isso tem efeitos de natureza da lei eleitoral”, disse Marcelo.

⭕ Influenciaram

Perguntado se esse fato influenciou o resultado da eleição de 2016, Marcelo preferiu não comentar. Mas disse que outros fatos influenciaram.

“Em 2016 tivemos a mais escandalosa utilização da máquina pública a favor de uma candidatura na história das eleições municipais da cidade de Manaus. Mas tudo isso já passou, com a utilização da máquina ou não, o povo tomou sua decisão. E eu respeito a vontade do povo”, afirmou Ramos que disse que a eleição passou e é para frente que se anda.

⭕ Faça Justiça

“Espero que a justiça seja feita, até por uma questão de exemplo, para que não fique impune um candidato que omite seus bens da justiça eleitoral”, finalizou o parlamentar.

⭕ Onyx Lorenzoni em Manaus

Wilson Lima, se reúne na próxima terça-feira (03), com até 9 ministros, entre eles o da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para detalhar as propostas discutidas, na última terça (27), pelos governadores dos estados da Amazônia com o presidente Jair Bolsonaro. Está prevista, ainda, a participação dos governadores do Acre e Rondônia.

⭕ R$ 1 bilhão para a Amazônia

Falando em Bolsonaro, o governo federal propôs investir R$ 1 bilhão do fundo da Lava Jato em políticas de preservação da Amazônia.

Foram oferecidos R$ 500 milhões, do total de R$ 2,5 bi liberados pelos Estados Unidos num acordo com a Petrobras. Valor acima dos R$ 400 milhões pedidos pelos governadores dos estados da região. Quem sabe com um pouquinho mais de conversa Bolsonaro não dobra a meta.

 

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