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Aumentam as chances de termos mais de uma vacina contra a Covid-19

University of Maryland School of Medicine/Divulgação Vacina da Pfizer é aplicada no primeiro voluntário americano do estudo clínico fase 1/2 na Universidade de Maryland.
Nesta segunda-feira, 9, um dos anúncios mais esperados do ano foi apresentado: a constatação de que uma vacina pode ser capaz de prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Dados preliminares de um estudo clínico fase 3 com 44.000 pessoas, incluindo 3.100 brasileiros, mostraram que o imunizante desenvolvido pela gigante americana Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNtech apresentou mais de 90% de eficácia na prevenção da doença, sem causar efeitos colaterais graves.
Esse é o primeiro resultado positivo de um teste clínico em larga escala apresentado e representa um divisor de águas, pois indica que as vacinas de fato podem ajudar a conter a pandemia. Até então, havia uma preocupação de que as vacinas poderiam não se mostrar eficazes. Além disso, a eficácia de 90% supera, em muito, a expectativa das farmacêuticas e agências reguladoras. No melhor cenário, especialistas esperavam que uma vacina contra a Covid-19 tivesse 70% de eficácia. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a FDA, agência americana que regula medicamentos e produtos de saúde, determinaram que um imunizante precisaria ser, no mínimo, 50% eficaz na prevenção da doença para ser aprovado.
O anúncio foi o primeiro de uma série de notícias positivas divulgadas ao longo do dia. Também sexta segunda-feira, 9, a vacina desenvolvida pela empresa americana de biotecnologia Novavax recebeu o status de aprovação rápida na FDA. A designação tem como objetivo facilitar o desenvolvimento e agilizar a revisão dos dados necessários para a aprovação de medicamentos desenvolvidos para tratar condições graves ou para atender necessidades médicas não atendidas, como é o caso da Covid-19.
Giulia Vidale/https://www.msn.com/
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