Brasil, capital Brasília, 60 anos

Com a elevação da Santa Hóstia à zero hora de 21/04/1960, Brasília tornou-se a capital do Brasil.

Parabéns capital federal, patrimônio da humanidade (homenagem JI)

 

Matéria publicada em 21 de abril de 1960 no jornal Correio Braziliense

21/04/1960. Crédito: Coleção Pedro Mattoso/Reprodução. Brasil. Brasília – DF. Vista aérea da Praça dos Três Poderes, tendo ao fundo o prédio do Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios durante a inauguração de Brasília, imagem do livro Brasília, de Lina Kim e Michael Wesely.

Com a elevação da Santa Hóstia à zero hora de hoje, Brasília tornou-se a capital do Brasil. Possantes refletores do Exército, que iluminaram completamente a cidade, lançavam seus jatos de luz cruzando o céu na Praça dos Três Poderes, num espetáculo deslumbrante, enquanto a banda do Corpo de Fuzileiros Navais executava o Hino nacional.

Profundamente comovido, o presidente Juscelino Kubitschek tinha seus olhos marejados de lágrimas, conquanto a emoção silenciava a enorme multidão, que compreendia que uma nova era se abria para os destinos do país.

A solenidade

Às 23h30 de ontem, com a Praça dos Três Poderes literalmente tomada pelo povo e a Esplanada dos Ministérios abarrotada de carros e veículos de toda espécie, das mais longínquas regiões do país, foi colocada no altar a cruz diante da qual frei Henrique Coimbra celebrou a Primeira Missa no Brasil.

Os famosos Dragões da Independência perfilavam-se do Palácio do Planalto ao edifício do Supremo Tribunal Federal, postados em alas, por entre as quais passaram o presidente da República, dona Sarah Kubitschek e o vice-presidente João Goulart, para ocupar os lugares de honra que lhes estavam destinados e, bem assim, as autoridades eclesiásticas, civis e militares, formando o grande cortejo que acompanhava o cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira, Legado Pontifício, que, às 23h45, iniciava a missa solene em Ação de Graças pela instalação da nova capital.

No decorrer da missa, alternavam-se palavras de D. Helder Câmara e cânticos orfeônicos pelo Coral de Brasília. Findo o Santo Sacrifício, o cardeal Cerejeira, em candentes palavras, rememorou os laços de amizade que sempre ligaram Portugal ao Brasil. Salientou que, se em 1500 quis a Divina Providência que pela sua Pátria fosse nosso país descoberto, agora, com Brasília, o Brasil se descobria a si mesmo.

 

Fonte: Jornal Correio Braziliense

www.correiobraziliense.com.br

Homenagem do JI à capital do Brasil, Patrimônio da Humanidade.

Postado por Carlos Frazão/JI

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