Brasil não tem nenhuma universidade entre 200 melhores do mundo, diz ranking

A Universidade de São Paulo (USP) é a melhor colocada brasileira, ficando entre a 201ª e a 251ª posição no ranking. 

Estudantes fazendo vestibular da USP (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

 

A Times Higher Education (THE) divulgou nesta quarta-feira (2) seu ranking anual das melhores universidades do mundo. Nenhuma instituição brasileira está entre as 200 melhores do mundo, mas a Universidade de São Paulo (USP) é a melhor colocada brasileira, ficando entre a 201ª e a 251ª posição no ranking.

A universidade paulista melhorou sua classificação em relação ao ano passado, assim como a Universidade de Campinas (Unicamp), que agora está entre a 401ª e a 500ª posição. As duas instituições são as melhores colocadas da América Latina, à frente da colombiana Pontifícia Universidade Javeriana e das chilenas Universidade de Desarrollo e a Universidade Diego Portales.

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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) completam o top 5 das instituições brasileiras que foram acrescentadas no ranking, segundo a Times Higher Education, todas elas entre a 601ª e a 800ª posições.

A prestigiada Universidade de Oxford (Inglaterra) manteve o primeiro lugar mundial, seguida por famosas instuições americanas: Stanford, Harvard, Caltech e MIT, respectivamente. Entre as 10 melhores avaliadas pelo THE, oito são dos Estados Unidos e duas da Inglaterra. Fora as instituições inglesas, a primeira universidade europeia a figurar entre as melhores é o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (Suíça).

Avanço chinês

A Times Higher Education destacou em seu relatório o avanço das universidaes asiáticas, principalmente as chinesas, apontando que algumas delas já ultrapassaram centros de pesquisa americanos em algumas áreas de estudo.

A Universidade Tsinghua subiu três posições neste ano e está agora em 20ª no ranking, A China dobrou o número de instituições no top 100, de três para seis. Segundo a Times, a receita média de pesquisa do país asiático é maior do que a dos Estados Unidos pela primeira vez.

 

Henrique Andrade*, da CNN, em São Paulo

(*Sob supervisão de Julyanne Jucá)

 

 

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