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Câmara de Parintins avalia abertura de processo de cassação contra vereador

Na primeira sessão, após o recesso parlamentar, a Câmara Municipal de Parintins se vê diante de um dilema. A abertura ou não de processo de cassação contra o vereador Gerson Moraes do (PSD). Uma carta denúncia foi lida pelo presidente Telo Pinto no final da sessão contra o parlamentar descrevendo o episódio da madrugada do dia 21 de Junho, quando da ocasião da detenção do vereador em um posto de gasolina, sob acusação de uso de entorpecente junto, com outras pessoas.

A carta denúncia está assinada pelo cidadão Alexandre Paz Carneiro que relatou ter presenciado o momento em que o vereador teria utilizado a substância entorpecente além da detenção do parlamentar. O próprio Alexandre também foi conduzido a Delegacia.

Alexandre conta que deu carona para o vereador e chegando ao posto de gasolina, Gelson teria tirado do bolso a substância entorpecente e começado a inalar. A polícia chegou em seguida detendo todos que estavam na mesa.

Alexandre Paz, na carta protocolada na Câmara Municipal no dia 12 de julho, mostrou-se revoltado pelo fato do vereador ter se esquivado da responsabilidade da posse do material entorpecente, deixando a culpa sobre os demais. Disse ainda que desconhecia que Gelson usava drogas e por isso estava com ele no momento.

 

Comissão de Ética

 

Caberá a Comissão de Ética formada pelos vereadores Beto Farias, Tião Teixeira e Maria Alencar definirem a abertura ou não do processo de cassação. O colegiado tem prazo de cinco dias para um parecer que também será votado em plenário. Segundo o presidente do Conselho de Ética, Beto Farias, o caso será avaliado com cuidado, ouvindo as partes, mas com objetivo de resguardar a imagem da Câmara Municipal.

 

Gelson Moraes

 

Antes da leitura da denúncia, Gelson pediu questão de ordem solicitando ao presidente Telo Pinto a disponibilização da íntegra do documento para apreciação, o que foi atendido.


Márcio Costa/ AmEmPauta

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