Carnailha 2020

Campanha da Fraternidade 2017 é lançada

Neste começo da Quaresma, a CNBB lançou a campanha para este ano com o tema “BIOMAS BRASILEIROS E DEFESA DA VIDA”. Nossa colunista Irmã Maria Helena Teixeira, colabora com belos textos a respeito do tema.

 

PENSAMENTOS SOBRE A NATUREZA

 

A natureza consome tudo, para produzir.

Tudo e ação e recriação na natureza: tudo nela tem como o mar, seu fluxo e seu refluxo.

A natureza é sublime em suas massas e minuciosa em seus detalhes.

A natureza dá ao gênio; a sociedade, ao espírito.

A natureza muda nossos gostos para multiplicar nossos prazeres.

A natureza não se obriga nunca a avanços, de que não faça pagar caro os interesses.

Aqueles que contrariam a natureza são como os remadores que lutam contra a corrente.

O homem nunca se convence o bastante de que quanto mais ele se desvia da natureza, mais se desvia da felicidade.

Em nossa conta corrente com a natureza, raras vezes creditamos os muitos bens de que gozamos, mas nunca nos esquecemos de debitar pelos muitos males que sofremos. Um dos mais estranhos efeitos do orgulho e da insânia dos homens é o preten­der divinizar a natureza humana para depois humanizar a natureza Divina.

 

O SOL ME DEU UMA LIÇÃO

Eu me encontrava perto de um bosque. Ali havia árvores, pedras, grama, flores, lixo e havia também um riacho. Foi neste momento de solidão que fiquei vendo uma coisa maravilhosa. E tudo ficou maravilhoso por causa do sol.

Sentei-me diante do sol como um aluno que fica atento diante do seu professor. O sol era meu professor. Um professor diferente, que falava em silencio, não gritava, não impunha nenhuma idéia. Às vezes se escondia para que eu sentisse sua falta. E eu ficava ansioso esperando que a nuvem passasse e meu professor, o sol, novamente, estivesse em minha frente. E, com um rosto mais lindo do que antes, ele aparecia, sempre sorrindo.

Esta foi a lição que aprendi neste dia: o sol vem de longe e ilumina tudo. Ninguém e nada para ele. Tudo e igual. Tudo para ele é importante. Seus raios caem sobre as árvores, sobre a grama, sobre a água, sobre as pedras e ate sobre o lixo; isso me comoveu. O sol deita seus raios sobre o lixo sem se sujar, sem se corromper.

Percebi que a todos ele dá seu calor. Percebi que as árvores se alegravam com seus raios, pois seus raios eram sua vida. Percebi que o sol oferecia todo o seu calor, sua luz para as pedras, e estas permaneciam indiferentes. Para todos, o sol pouco importava. Mas o sol continuava o mesmo.

O sol não se diminuía perante a indiferença das pedras, não se corrompia perante o lixo. No meio disso tudo, percebi como que um sussurro, alguém que falava baixinho. Eram as árvores, a natureza viva que diziam obrigado sol, sem você nós estaríamos mortas. Era a água que rezava: obrigado sol, sem você eu seria um gelo sem vida. Eram os pássaros que cantavam, obrigado sol, você veio nos acordar! Era a natureza toda formando um coral formidável.

Gente, eu não fiquei somente pensando no sol. O sol é uma criatura. Eu pensei no dono do sol. Pensei no Grande Sol da humanidade. O Sol que penetra em todos os corações humanos, em todos os ambientes, em todas as consciências, em todos os pensamentos. Ele penetra em todos da mesma maneira. Seus raios de amor atingem a todos igualmente.

Ah! Senhor, Grande Sol da minha vida! Quero ser pássaro acordado todas as manhãs pelo calor de teus raios e pela luz de tua vida.

 

 

Ir. M. Helena Teixeira

Colaboradora JI

 

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