Caprichoso fecha festival com ato de resistência e exaltação ao feminino

Temática do bumbá é toda voltada para o empoderamento feminino e a luta contra a intolerância; Marujada deve se apresentar com as cores do arco-íris (Foto: Euzivaldo Queiroz)

 

O Caprichoso leva para a terceira noite do Festival de Parintins a proposta de reinvenção do País e da resistência e luta contra as injustiças pelo empoderamento feminino, que simboliza todas as lutas.

Com o tema, O Brasil Que a Gente Quer Reinventar, o bumbá traz um questionamento e conclama o povo a resistir contra todas as injustiças e desmandos. “O Brasil vive um momento que é preciso definir qual rumo tomar para preservar as liberdades e convocamos o povo para um grito de resistência”, destacou Ericky.

A última noite traz também a história das Lavadeiras da Francesa como sinônimo de força e tenacidade feminina na condução de suas famílias e exaltam três figuras de guerreiras indígenas.

É nessa noite que será apresentada a alegoria Matriarca, do artista Makoy Cardoso, representando as Mestras do Saber. Como força do tema feminino, o bumbá também apresentará a Lenda Amazônica ‘Caximarro: As Três Guerreiras’, que trata sobre o período da puberdade em que as indígenas dos povos dos Uapés são proibidas de banhar-se nos rios. Pela lenda, as três cunhantãs da tribo desobedem a lei e provocam a ira dos espíritos, sendo transformadas em pedras. O momento tribal trará a Serpente Dinahí, que surgirá no Bumbódromo em alegoria de Juarez Lima transfigurada no espírito da consciência ambiental. 

Marujada

Na última noite também acontece uma inovação, a Marujada de guerra vai mudar de traje na arena e usara as cores do arco-íris, representando a diversidade de cultura, gênero, religião e o direito de ser respeitado pelas diferenças. “O Caprichoso manda um recado de resistência contra a intolerância em todos os sentidos, seja religiosa, política ou de orientação sexual. É preciso resistir”, ressaltou Nakanome

Diamantino Cruz/PORTAL A CRITICA

 

 

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