Carlos Frazão, de “alma lavada”

Ele jamais negou suas origens de carioca, apaixonado pela Viradouro e pelo seu Boi Caprichoso.

O diretor-fundador do JI em Parintins (E), vibrou com a vitória da sua escola de samba Unidos do Viradouro.

Carlos Frazão, nunca negou ser um amante da Viradouro, ao ponto de ser o único em Parintins a ornamentar sua varanda (sempre azulada, devido a sua paixão pelo Boi Caprichoso) toda de vermelho e branco.

“Foram anos vivendo naquela escola de samba, com muitos amigos, e todos os anos enfeito minha varanda azul para homenagear quem me indicou o caminho para Parintins. Lá em 1997, o mestre Joasinho Trinta, então carnavalesco da Viradouro, me convidou para vir conhecer esta cidade, e na semana da viagem ele foi contratado para trabalhar num evento em Brasília, e eu vim só. Para minha surpresa, ao tomar o café da manhã no hotel onde eu estava hospedado aqui, lá estavam diretores da Viradouro, carnavalescos de várias escolas e muita gente conhecida, daí já me senti em casa”, conta Carlos Frazão.

E o “parintinense que um dia foi carioca” (Título dado pela jornalista Peta Cid), veio morar definitivamente em Parintins, e aqui, jamais negou suas origens de carioca, apaixonado pela Viradouro e pelo seu Boi Caprichoso. Nunca “ficou em cima do muro” como se diz. Sempre assumiu posição político-partidária, bovina, carnavalesca, time de futebol, enfim, assim foi conquistando amigos.

“Somos poucos os torcedores da Viradouro aqui em Parintins, mas, vamos conquistando a cada dia mais um simpatizante pela escola de samba que teve o pioneirismo de levar galeras e artistas dos bumbás Caprichoso e Garantido para desfilarem no carnaval carioca, abrindo assim as portas para o trabalho fabuloso desses gênios da arte em todas as escolas de samba do país, graças ao mestre Joasinho Trinta”, finaliza Frazão.

 

Kedson Silva/Redação JI

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