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Catequista, chamado ao discipulado missionário

Um bom catequista é antes de mais nada um bom cristão, todo bom cristão é uma pessoa de diálogo com Deus.

O seguimento de Jesus faz de nós discípulos-missionários, anunciadores e anunciadoras da doutrina que pertence a Cristo. Recebemos uma doutrina e um conteúdo que não é nosso. É semelhante a alguém que ao tirar uma fotografia é convidado a passar para frente esta mesma fotografia sem nenhuma alteração. Chamamos isto de doutrina apostólica, cujo conteúdo fundamental é o próprio Jesus Cristo, morto e ressuscitado para nossa salvação.

A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, no processo de Iniciação à vida cristã para iniciá-los na plenitude da vida cristã. Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai…” (cf. CIC 1992). A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Processo vivenciado na comunidade para formar discípulos e missionários. Todo catequista deveria aplicar a si mesmo a palavra de Jesus: ‘Minha doutrina não é minha, mas Daquele que me enviou’ (Jo 7,16)” (CIC, 426-427).

Um bom catequista é antes de mais nada um bom cristão, todo bom cristão é uma pessoa de diálogo com Deus, para tanto, faz-se necessária uma vida de oração e de aproximação com Deus mediante a sua Palavra, faz-se necessário também que o catequista tenha sempre consigo a Sagrada Escritura, que pratique a leitura orante da Bíblia no cotidiano da sua vida.  Na sua espiritualidade não pode faltar a devoção aos santos e santas da Igreja e de modo especial à Santíssima Virgem Maria, que é devidamente honrada pela Igreja com um culto todo especial desde remotíssimos tempos. Maria Santíssima vem sendo venerada como a Mãe de Deus, sob cuja proteção o catequista se coloca e refugia-se.

 

Amados catequistas! Todos nós encontramos dificuldades em nossa missão. Mas nunca podemos perder de vista que Jesus é o centro do nosso amor. O catequista escolheu seguir a Cristo por que se sentiu atraído por Ele. Todo bom catequista é chamado à vigilância na oração, reconhecendo em Cristo o seu porto seguro, alguém com o qual pode contar qualquer hora seja do dia ou da noite, em qualquer circunstância de sua vida, a qualquer momento e em qualquer dificuldade.

Ser Catequista é uma opção de fé, um abandono nos braços de Deus-Pai. A maior tentação do mundo de hoje é a perda da fé, não como uma declaração de linguagem, através de palavras, mas sobretudo como uma evidência, como modo de vida. É somente no coração do catequista que se revela a verdadeira fé. Quem escolheu seguir a Jesus e quem nunca o abandonou é porque o ama e quer segui-lo.

Antes de sermos catequistas somos chamados a amar profundamente a Jesus. Sem um grande amor a Jesus é impossível a vocação à catequese, nenhum catequista permanece catequista sem uma profunda vida de oração. Portanto, ser catequista é um abandono nos braços de um grande amor, Jesus Cristo.

Queridos catequistas, anunciem Jesus ao mundo, às crianças aos jovens e a todos. Preguem o valor da oração pela própria vida, mostre ao mundo que ser catequista é um dom do Espírito Santo, é um compromisso de vida, é viver como reza e rezar o que se vive.

Nossa eterna gratidão, nosso abraço, nossas preces.

Parabéns!

Deus abençoe a todos.

 

Irmã Maria Helena Teixeira, Teóloga, Missionária, Escritora

Colaboradora JI

Imagem: Reprodução Internet

 

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