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CORONAVIRUS, UMA AMEAÇA REAL

Neste momento, é importante reforçar as medidas de prevenção, principalmente os idosos e pessoas que têm doenças crônicas ou imunossupressão.

O Papa Francisco diz que a Igreja deve estar “ao lado dos que sofrem” (foto: Internet)

 

A doença causada pelo novo coronavírus, COVID-19, tem crescido no mundo inteiro. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em São Paulo no dia 26 de fevereiro e, em poucas semanas, já apareceu em diversas cidades.

São casos suspeitos as pessoas que apresentam febre e mais um sintoma respiratório, como tosse ou falta de ar, e voltaram de viagem ao exterior nos últimos 14 dias antes do aparecimento dos sintomas. Também são casos suspeitos pessoas que tiveram contato próximo com indivíduos com diagnóstico comprovado ou suspeito.

Neste momento, é importante reforçar as medidas de prevenção, principalmente os idosos e pessoas que têm doenças crônicas ou imunossupressão: higiene de mãos frequente, uso de máscara pelos sintomáticos, uso de lenço descartável ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações e manter os ambientes arejados, além de tomar a vacina contra influenza. Pessoas que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 devem permanecer em casa nos próximos 14 dias e procurar assistência médica se tiverem febre ou sintomas respiratórios.

As crianças têm sido pouco afetadas pela doença, tanto em relação ao número de casos quanto em relação à gravidade.

 

AS PREOCUPAÇÕES DA IGREJA

 

O Papa Francisco diz que a Igreja deve estar “ao lado dos que sofrem”
Hoje no mundo parece haver um único tema de conversa: o coronavírus. A mídia e a opinião pública ignoram conflitos e guerras, problemas internacionais e crises que continuam afetando certos países como Turquia, Síria e Grécia, para citar alguns poucos exemplos.

 

É verdade que o vírus que surgiu na China causa grande preocupação entre as populações, às vezes até pânico. Há muitas pessoas que sofrem.

Mas é aqueles que, nas periferias do mundo, sofrem calamidade, abandono, fome, desamparo, desumanidade? O sofrimento vai além do coronavírus hoje no mundo.

Por essa razão, o Papa Francisco, no dia 11 de março, lançou um grito em favor de quem padece de outros sofrimentos:

Não gostaria que esta dor (o coronavírus), esta epidemia tão forte nos faça esquecer os pobres sírios que estão sofrendo na fronteira da Grécia e da Turquia: um povo há anos sofredor. Devem fugir da guerra, da fome, das doenças. Não esqueçamos os irmãos, irmãs e tantas crianças que estão sofrendo ali.

A esperança é viver em tensão, explicou Francisco. “Se um cristão perde esta perspectiva, a sua vida se torna estática e as coisas que não se movem, se corrompem. Pensemos na água: quando a água está parada, não corre, não se move, se corrompe. Um cristão que não é capaz de ser propenso, de estar em tensão pela outra margem, falta alguma coisa: acabará corrompido. Para ele, a vida cristã será uma doutrina filosófica, viverá assim, dirá que é fé, mas sem esperança”, completou.

O Papa afirmou que é difícil entender a esperança. Ao falar de fé, homens e mulheres afirmam que ela se refere à fé em Deus que criou o mundo, em Jesus que redimiu a humanidade e a recitação do Creio, pois são coisas concretas sobre a fé. Ao falar de caridade, logo se destaca o fazer o bem ao próximo, aos outros, às muitas obras de caridade que se fazem ao outro. Mas a esperança, segundo o Pontífice, é difícil de compreender: “é a mais humilde das virtudes”, que “somente os pobres podem ter”:

“Se quisermos ser homens e mulheres de esperança, devemos ser pobres, pobres, não ligados a nada. Pobres. E abertos para a outra margem. A esperança é humilde, é uma virtude que deve ser trabalhada – digamos assim – todos os dias: todos os dias é preciso retomá-la, todos os dias é preciso tomar a corda e ver que a âncora está ali fixa e eu a seguro pela mão; todos os dias é necessário recordar que temos o penhor, que é o Espírito que trabalha em nós com pequenas coisas”.

A esperança é a virtude que não se vê

Para explicar como viver a esperança, o Papa fez referência ao ensinamento de Jesus quando compara o Reino de Deus ao grão de mostarda lançado no campo: “Vamos esperar que cresça, não precisa ir lá todos os dias para ver como está, caso contrário nunca crescerá”, afirmou Francisco, referindo-se à “paciência”. “Como diz Paulo, a esperança necessita de paciência. É a paciência de saber que nós semeamos, mas é Deus a fazê-lo crescer”.

A esperança é artesanal, pequena, prosseguiu o Santo Padre: “É semear um grão e deixar que seja a terra a fazê-la crescer”. No Evangelho de hoje, para falar de esperança, Jesus usa também a imagem do “fermento” que uma mulher pegou e misturou com três porções de farinha. “Um fermento não mantido na geladeira, mas ‘misturado na vida’, assim como o grão é enterrado sob a terra”, encorajou o Pontífice.

Façamos a nossa parte no cuidado com a vida. Sejamos solidários e rezemos pelos que sofrem com a Pandemia mundial e outros tantos problemas que afligem a humanidade.

 

Ir. Maria Helena Teixeira, teóloga, escritora

Colaboradora JI

 

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