Gov-01

Daniela Assayag desmente delegado Péricles da CPI da saúde do Amazonas

Daniela taxou de mentirosa a declaração do delegado Péricles sobre qualquer interesse dela em fazer negociação.

A jornalista e Secretária da SECOM colocou as contas bancárias e sigilo telefônico a disposição (Foto: Aguillar Abecassi e Face do Delegado Péricles e BNC Amazonas)

 

 

A jornalista Daniela Assayag, Secretária de Comunicação do Governo do Amazonas, convocou coletiva de imprensa e desmentiu o presidente da CPI da Saúde, o deputado Delegado Péricles (PSL), no fim da tarde de quarta-feira, 01 de julho.

Mais cedo, o deputado Delegado Péricles denunciou que Daniela Assayag participou dia 03 de abril com interesse de intermediar que o Governo do Amazonas comprasse os aparelhos respiradores, que foram superfaturados para o combate a Pandemia do COVID-19. O interesse de Daniela estaria, segundo Péricles, no fato Luiz Carlos Avelino Jr., que é marido da jornalista, ser um dos donos da Sonoar, a empresa que vendeu os aparelhos para a loja de vinho e que depois vendeu para o Estado.

A outra sócia da empresa, Renata Dias Mansur, foi presa em SP pela operação Sangria, deflagrada ontem em Manaus. “O marido dela atuava como dono da empresa Sonoar desde janeiro. Todo esse interesse e a participação da secretária (Daniela Assayag) na reunião do dia 3 de abril resultou pelo fato da Sonoar de fato pertencer ao marido da secretária de Comunicação. Ele comprou 50% da Sonoar”, comentou Péricles.

A jornalista Daniela Assayag confirmou que participa de várias reuniões diariamente em diversas secretarias do governo. Mas nessa especifica, que teve a presença do ex-secretário de saúde Tobias, nunca foi tocado nenhum assunto referente ao tema e nem ela sugeriu nada de compra.

“Não vou deixar quem quer que seja, a empresa que seja, eu não vou deixar simplesmente que utilizem da minha pessoa que eu sou, da história que eu tenho, para atingir o governo. Não compactuo. Repito e repetirei sempre com indignação e sempre que fez parte de mim diante da injustiça contra quem quer que seja e não poderia ser diferente contra a injustiça contra a mim mesma. Não fiz, não faço e nunca farei ou compactuei ou soube de qualquer ilícito feito dentro deste governo. E atribuo o uso da minha imagem única e exclusivamente pra atingir ao governo, porque sabem da minha história de idoneidade, de honestidade e de trabalho que tenho ao longo de 25 anos de carreira. Estive na reunião, como estive em outras reuniões da Fundação da Vigilância em Saúde, secretaria em saúde e outras secretarias, é uma conduta minha de ir até a secretária e receber secretários na minha pasta, pelo simples fatos de nós trabalharmos com informação e para eu saber planejar de a equipe jornalística e de publicidade faço reuniões com vários secretários. Em relação ao COVID-19 era situação difícil para Manaus e Amazonas. Ao contrário de que foi dito. Ele não foi convocado em hipótese nenhuma e muito menos por mim. Na própria declaração dele na CPI está muito bem explicado. Tinha o gabinete de crise na qual algumas pessoas se reuniam e fui para saber quais providências estavam sendo tomadas não especificamente sobre respiradores, mas sobre todos os assuntos, que na época o governo era acusado de não tomar providências cabíveis rápidas, pagamentos de enfermeiros, falta de EPI´s para os profissionais nos hospitais, falta de remédios como tameflur e respiradores. Minha participação naquela reunião se deu para saber o que estava sendo discutido, sugerir velocidade na resolução dos problemas para que nós, enquanto secretária de comunicação, pudéssemos dar  respostas mais rápidas às demandas que estavam sendo suscitadas”, afirmou.

Daniela taxou de mentirosa a declaração do delegado Péricles sobre qualquer interesse dela em fazer negociação. “Repito é uma afirmação mentirosa a qual eu fico indignada. Eu não fiz isso, eu não fiz isso”, afirmou.

A jornalista declarou que o esposo no final de 2019 teve interesse em comprar parte da empresa citada pelo Deputado Péricles, no entanto, a negociação não prosseguiu e ele pediu destrato da intenção. Péricles disse que tem documento e vai entregar a Polícia Federal e Ministério Público Federal.

“Sobre a questão do meu marido. Ele não é dono da empresa. No final do ano tinham oferecido para ele a compra dessa empresa em dezembro e iniciou uma negociação com uma das sócias que estava querendo sair da empresa, nessa negociação de nome Renata. A Renata estava querendo sair. Ele chegou sim a assinar como interessado. Tem esse documento que hoje disseram que vão fornecer a polícia federal, eu tenho a cópia desse documento. Ele tem. Ambos tinham, ele tinha e ela também, eu vou fornecer a vocês (jornalistas). O documento é de dezembro do ano passado, que ele queria comprar sim, parte da empresa. O negócio não chegou a ser efetivado. Não é que ele tinha contrato de gaveta, que não chegou a ser colocado o nome dele lá ou etc… Não, o negócio não chegou a ser efetivado. Pelo simples fato de que logo quando ele iria pagar a segunda prestação, ele chegou a pagar a primeira parcela. Ele chegou a pagar a primeira parcela, mas diante de tudo isso que aconteceu, até porque a venda não foi para o Estado e sim para terceiros, ele fez absolutamente o destrato imediatamente, Não houve o interesse meu, eu não sabia. Nessa reunião não foi tratado nome de empresa, direcionamento. Foi tratado compra de respeitadores e não desse modelo”, discursou.

A jornalista disse estar disposta a esclarecer na CPI, Ministério Público, Polícia Federal qualquer assunto. Daniela Assayag também colocou a conta bancária e sigilo telefônico para qualquer tipo de investigação sobre o assunto. “Não poderia ser diferente, quero colocar todas as minhas contas bancárias para vocês verem que não recebi absolutamente nada. Imagino eu que ele (esposo dela) vai colocar as dele também. Não houve por parte minha e dele qualquer benefício nesse negócio, recebimento de dinheiro, não tem”, afirmou.

Assayag disse que tentam tirar de contexto os fatos verdadeiros para atingir a gestão e desmerecer o trabalho profissional dela de 25 anos na atividade de comunicação e jornalismo. “Qualquer pessoa que faça uma relação com esse fato dele estar tentando comprar a empresa, está em processo de compra da empresa e a minha função no governo ou minha participação é uma afirmação mentirosa. As minhas contas bancárias estão abertas, meu sigilo telefônico está aberto. Como estou também interessada em prestar esclarecimento que seja em relação a isso, a CPI, ao Ministério Público, a Polícia Federal e quem mais quiser algum esclarecimento. Por isso, não fiz uma nota e com honestidade de 25 anos de carreira chamei a coletiva. Isso não é declaração e sim coletiva”, comentou.

Segundo Daniela o nome do esposo dela não vai constar na Receita Federal ou JUCEA ou qualquer outro órgão, pois ele não fez a compra de parte da empresa. Teve apenas a intenção.

 

Texto: Hudson Lima Koiote 

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