Denúncia anônima leva inocentes para prisão

Uma motocicleta Biz azul abandonada na Benedito Azedo e uma denúncia anônima feita ao linha direta da Policia Militar na noite de domingo, 18, gerou confusão e revolta aos familiares de dois menores no Bairro de Palmares, pois os dois menores foram acusados injustamente e foram parar na Delegacia.

De acordo com a responsável de um dos menores que não quis se identificar, procurou primeiramente o Batalhão Tupinambarana e comunicaram que a denúncia partiu de uma ligação anônima com as características deles. “Dar as características de alguém é muito fácil, acredito que para prender alguém tem que ter provas, ainda mais se tratando de uma criança, disseram que eles roubaram uma motocicleta e estavam realizando assalto. Os dois não sabem nem dirigir”, relatou a responsável.

Segundo testemunhas, os menores foram surpreendidos quando estavam sentados em um dos bancos da Praça Benedito Azedo quando acompanhavam um ensaio de dança que acontece todas as noites naquela localidade. “Três policiais militares os abordaram e uma policial estava com uma arma na mão, e os levaram sem dar o direito deles se defenderem. Todos ficaram com medo, porque aqui nessa hora estava cheia de crianças e jovens acompanhando os ensaios”, disse a testemunha.

O menor contou à reportagem que chegou a chorar para o policial dizendo que não tinham sido eles. “Um dos policiais me deu dois tapa, e me chamou de bandido e eu não sou bandido. Eles nos botaram pressão para que a gente confessasse o crime. Não fomos nós. Eu fui chorando para o camburão da viatura e ainda nos algemaram”, emocionado confessou o menor.

A testemunha ressaltou ainda que “meu irmão está sentindo fortes dores de cabeça e não quer nem sair mais na rua traumatizado e com vergonha dos amigos”. Ela contou que todas as pessoas que estavam na Praça viram quando um dos policiais baterem no irmão. “Agora, vamos tomar as providencias cabíveis para que isso não volte a acontecer com outras pessoas”.

“Prenderam meu irmão e o amigo dele que são inocentes, enquanto que os verdadeiros culpados estão nas ruas”, finalizou a irmã de um dos menores.

 

Kedson Silva / JI

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