Devido a atraso no pagamento, transportadores escolares vão à Câmara

Membros da Cooperativa do Transporte Escolar Aquaviário e Terrestre de Parintins (Cooptranspin) foram até a Câmara Municipal na tarde desta segunda-feira (16) para pedir um posicionamento dos vereadores quanto ao atraso dos vencimentos referentes aos serviços prestados no mês de outubro. Os cooperados lotaram a galeria do legislativo durante a sessão ordinária.

Deliberou-se pela manifestação e paralisação do transporte escolar em decorrência de um acordo entre a cooperativa e a empresa ganhadora da licitação do transporte escolar, M. R. da Silva Vieitas Eireles. No acerto ficou combinado que a empresa depositaria o pagamento dos meses de setembro e outubro na conta da Cooptranspin. Porém, a firma depositou apenas o mês de setembro, com o valor de R$ 442.249,20 (quatrocentos e quarenta dois mil, duzentos e quarenta e nove reais e vinte centavos).

A ida dos transportadores ao legislativo foi decidida na sexta-feira (13) em assembleia feita na cooperativa. O acordo firmado com a empresa licitada previa o pagamento das duas parcelas em uma única parcela. Sem o cumprimento, os prestadores de serviço decidiram suspender as atividades e ir até a Câmara cobrar o apoio dos vereadores na causa.

Segundo o presidente da cooperativa dos transportadores, Adeilson Pereira, a secretária municipal de Educação, Eliane Melo, anunciou no programa institucional da Prefeitura que o pagamento do mês de outubro seria feito nesta segunda. “Não aconteceu o pagamento. É uma brincadeira isso que está acontecendo com a cooperativa, com os transportadores. Eles vêm brincando com a gente”, disse.

De acordo com um transportador que não quis se identificar, a falta de pagamento gera diversos problemas aos transportadores escolares, que dependem do dinheiro para quitar seus compromissos. “Nós ficamos sem ter como pagar quem trabalha com a gente, que precisa do dinheiro e tem família no interior. Passamos até quatro meses sem receber. A gente vem aqui para receber e volta para casa de mãos abanando”, comentou.

Na sessão, os vereadores posicionaram-se sobre a paralisação do transporte escolar. Os vereadores da oposição ao governo Carbrás mostraram-se favoráveis ao manifesto e pediram o pagamento imediato dos prestadores de serviço, em vista que mais de 12 mil estudantes estão sendo penalizados.

Após a sessão, a diretoria da cooperativa de transporte escolar reuniu-se com os vereadores presentes para discutirem a problemática enfrentada pela categoria.

O serviço de transporte escolar só será retomado pelos mais de 200 associados à Cooptranspin se houver o pagamento do mês de outubro. Além do pagamento, eles exigem um contrato que garanta o pagamento em novembro e dezembro. Sem o cumprimento das exigências, o transporte continuará paralisado.

 

Daniel Sicsú / JI

 

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