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Diocese de Parintins divulga orientações para o retorno das atividades presenciais

A retomada inicia no dia 18 de julho de 2020.

A Diocese de Parintins, através do bispo Dom Giuliano Frigeni, apresentou na manhã desta segunda-feira (13) o protocolo de ações que a Igreja Católica vai adotar para reabertura gradual de suas atividades nas paróquias.

As orientações da Diocese foram adaptadas a partir das normas emitidas pela CNBB, em 21 de maio de 2020, e pela Conferência Episcopal Portuguesa, em 08 de maio de 2020.

A retomada inicia no dia 18 de julho de 2020, e todas as paróquias da Diocese seguirão as orientações, adaptando-se para sua realidade. As orientações estão divididas em ‘antes, durante e depois das celebrações’.

Durante a coletiva, Dom Giuliano destacou que um dos pontos fundamentais, quando se fala em reabertura, é preservar a saúde do grupo de risco, como os idosos.

“A nossa preocupação como igreja é o bem profundo de cada um. Para nós, ainda, prevalece essa atenção aos mais fracos, pois esse vírus não é covid, é um covarde”, disse o bispo.

Segundo o coordenador de Pastoral da Diocese de Parintins, Pe. Jânio Negreiros, a colaboração dos fieis será de extrema importância nesta retomada gradual das celebrações com a participação dos fiéis.

“O nosso povo pode ser muito mais obediente e nos ajudar. Contamos muito com essa parceria. Devemos seguir realmente o distanciamento e ser tolerante com as orientações. Ao vir participar das celebrações, ter cuidado com a higiene, prestar atenção nas marcações da igreja, e aos grupos que ainda não estão permitidos participar dos encontros, que se sensibilize, e fique em suas casas. Vamos esperar e correr menos riscos, diante desse vírus que está em nosso meio. Então essas orientações servem, para nos educar e preservar a nossa saúde”, disse Pe. Jânio.

Veja as Orientações da diocese de Parintins:

ORIENTAÇÕES[1] DA DIOCESE DE PARINTINS PARA AS CELEBRAÇÕES COMUNITÁRIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID – 19

 

Caríssimos irmãos e irmãs, ansiamos por retomar as celebrações litúrgicas com a normal participação de fieis, o que corresponde à natureza da Igreja, assembleia do Senhor, como nos recordou recentemente o Papa Francisco (Homilia 17 de abril). Mas estamos conscientes de que isso requer um bom planejamento, muita coragem e esperança, pois a Igreja também tem a grande responsabilidade de prevenir a vida contra o contágio da COVID-19, em sintonia com as autoridades sanitárias.

Nós, Bispo, presbíteros e diáconos, alegramo-nos por tantas iniciativas que nestes últimos meses fizeram muitos redescobrir e valorizar formas familiares e pessoais de oração e de liturgia doméstica, as quais certamente fizeram reluzir em nossos lares a beleza da espiritualidade vivida e celebrada em família, com tantos momentos de oração. Sabemos, contudo, que será necessário ainda algum tempo até alcançarmos o integral restabelecimento da vida eclesial de nossas comunidades e que nada pode e nem deve substituir a vida sacramental e litúrgica delas, enquanto fonte e ápice da Igreja.

Assim, na medida em que for retomada a participação comunitária em nossas liturgias, segundo as orientações do Bispo diocesano e do Clero, será necessário garantir atitudes e posturas contra a infecção. Por isso, a CNBB (CONFERÊNCIA EPISCOPAL DOS BISPOS DO BRASIL) propõe algumas medidas de proteção que visam o cuidado, a defesa e a preservação da vida. Tais normas de proteção estão sendo implementadas em nossa Diocese, levando em consideração as próprias realidades e as orientações dos párocos, dos administradores paroquiais e de áreas de missão, bem como aquelas das autoridades sanitárias.

 

  1. A) ANTES DA MISSA E DEMAIS CELEBRAÇÕES
  2. Na impossibilidade de se cumprir presencialmente o preceito dominical, por razões de saúde ou idade, convida-se, preferencialmente, à leitura orante da Palavra de Deus e à Celebração da Palavra em casa, utilizando-se dos roteiros colocados à disposição para tal fim, como, por exemplo, o da “Celebração em Família”, proposto semanalmente pela Comissão de Liturgia da CNBB. Pode-se, ainda, acompanhar as celebrações pelas transmissões midiáticas das iniciativas paroquiais como, pelas lives, pelo rádio ou mesmo pelos canais de TV católicos.
  3. Pede-se aos fieis que estão doentes para não irem à Missa. Estes poderão receber a comunhão em suas casas recorrendo ao serviço dos ministros extraordinários da comunhão eucarística que devem seguir as orientações recebidas nos Cursos para Ministros e observadas as mesmas regras de higienização da Comunhão na Missa dominical.
  4. Convidam-se os fieis pertencentes a grupos de risco a não frequentar a Missa dominical, optando a participar da Missa durante a semana, em que há menos fieis.
  5. Sejam afixados em lugares visíveis cartazes orientando quanto às regras de higiene e de distanciamento.
  6. As comunidades devem organizar equipes de acolhida que auxiliem os fieis no cumprimento das normas de proteção.
  7. Nos horários previstos para as celebrações, as portas de entrada da Igreja, claramente identificáveis, deverão estar abertas para evitar que qualquer fiel tenha de tocar em puxadores ou maçanetas.
  8. Sempre que possível, as portas de entrada sejam distintas das de saída e que haja indicadores de percursos de sentido único de modo a evitar que as pessoas se cruzem.
  9. Os fieis devem higienizar as mãos à entrada da Igreja com álcool em gel ou outro produto desinfetante. As pessoas a quem a comunidade cristã confiar esta tarefa porão à disposição frascos pulverizadores com uma quantidade suficiente de produto desinfetante e verificarão se todos, sem exceção, desinfetem as mãos.
  10. É obrigatório o uso de máscara, a qual só deverá ser retirada no momento da Comunhão eucarística.
  11. O acesso dos fieis às missas dominicais, às celebrações da Palavra e aos outros atos de culto será limitado no número de participantes, de acordo com a dimensão da Igreja e as regras aplicáveis pelas autoridades competentes, a todos os eventos em espaços fechados.
  12. Deve-se respeitar a distância mínima de segurança entre participantes – de modo que cada fiel disponha, só para si, de um espaço mínimo de 4m² – e garantir, com medidas adequadas, que as distâncias necessárias sejam respeitadas (por ex.: fechando-se o acesso a alguns bancos ou alternando as filas, afastando cadeiras; marcando os lugares com cores ou outros sinais).
  13. Para evitar aglomeração de pessoas nas igrejas com maior afluência de fieis sejam-lhes oferecidas, na medida do possível, um maior número de celebrações, bem como a possibilidade de participarem da Celebração da Palavra de Deus, conforme as orientações no Documento 108 da CNBB.
  14. As igrejas acolherão apenas 30% de fieis da sua capacidade normal.
  15. Que as comunidades possam celebrar os atos de culto preferencialmente pela manhã.

 

  1. B) DURANTE A MISSA E DEMAIS CELEBRAÇÕES:
  2. Os fieis devem ocupar os lugares previstos, mantendo as distâncias estabelecidas, sob a supervisão das pessoas a quem a comunidade cristã confiar esta tarefa.
  3. Os fieis que sentirem algum mal-estar durante a celebração devem sair imediatamente, acompanhadas pelas pessoas que a comunidade cristã tiver designado.
  4. Além do presidente, a celebração pode acontecer com o número de ministros (ministros extraordinários da comunhão eucarística, acólitos/coroinhas…) adequado ao espaço existente no presbitério para que se cumpram as regras do distanciamento. Nas mesmas condições, podem também intervir um ou dois leitores que poderão estar situados na assembleia. Da mesma forma, recomenda-se que haja um número adequado de participantes no ministério do canto.
  5. Os leitores e cantores desinfetarão as mãos antes e depois de tocarem no ambão, nos livros e nos microfones. Na proclamação do Evangelho, o ministro substituirá o beijo por uma inclinação profunda, omitindo o sinal da cruz sobre a página do texto sagrado e evitando tocar o próprio rosto no momento de traçar sobre si o sinal da cruz. Não serão colocados à disposição folhas de cânticos, nem folhetos ou qualquer outro objeto ou papel.
  6. Durante a Apresentação das Oferendas, o recolhimento das ofertas ou do dízimo não será feito no momento habitual, mas será realizado na entrada ou na saída da Igreja pela equipe responsável, seguindo indispensáveis critérios de segurança. Sobre o Altar, o presidente e os concelebrantes / diáconos farão apenas uma inclinação profunda.
  7. Os sacristãos, os ministros, os acólitos e outros colaboradores da Igreja, utilizando máscaras e luvas descartáveis, devem manusear e limpar os utensílios litúrgicos, e secá-los com toalhas de papel, não reutilizáveis.
  8. O sacerdote e o diácono, se estiver presente, desinfetarão as mãos antes da apresentação dos dons. Apenas o sacerdote e o diácono (na falta dele, os acólitos) pegam nas oferendas e nos vasos sagrados.
  9. O cálice e a patena deverão estar cobertos com a respectiva pala, apenas se destampando no momento em que o sacerdote presidente os toma nas suas mãos para a consagração; as âmbulas devem ser mantidas tampadas. Importante buscar manter um mínimo distanciamento de segurança entre o presidente da celebração e as ofertas sobre o altar, evitando-se também pronunciar qualquer palavra sobre ou próximo das mesmas.
  10. O gesto de paz deve ser omitido.
  11. Na procissão para a Comunhão, os fieis devem respeitar o distanciamento aconselhado. Se for o caso, as distâncias recomendadas deverão ser sinalizadas no pavimento da Igreja. Sendo inevitável uma maior proximidade, os ministros que distribuem a comunhão usarão máscara e desinfetarão suas mãos antes e depois da distribuição.
  12. O diálogo individual da Comunhão («Corpo de Cristo». – «Amém.») será realizado uma única vez por quem preside e de forma coletiva depois da resposta «Senhor, eu não sou digno…», distribuindo-se, portanto, a Eucaristia em silêncio.
  13. No momento da Comunhão, observem-se as normas de segurança e de saúde, considerando o modo correto do manuseio das máscaras que serão momentaneamente retiradas para a comunhão.
  14. A Comunhão será distribuída exclusivamente nas mãos, devendo todos comungar na frente dos ministros. Quem preside, eventuais concelebrantes e diáconos comungam do cálice por intinção.
  15. No caso de o sacerdote presidente da celebração ser mais idoso ou pertencer a algum grupo de risco, deve ser substituído, na distribuição da Comunhão, por algum diácono ou ministro extraordinário (que não seja do grupo de risco).
  16. As regras relativas à higiene e ao distanciamento entre participantes aplicam-se, de igual modo, às demais ações litúrgicas e aos outros atos de piedade.
  17. C) DEPOIS DA MISSA E DEMAIS CELEBRAÇÕES:
  18. Os fiéis devem ser orientados a deixar a Igreja, segundo uma ordem fixada em cada comunidade cristã no respeito pelas regras de distanciamento e a não se aglomerarem diante da Igreja. As primeiras pessoas a sair devem ser as que estão mais próximas da porta de saída, evitando, desta forma, que as pessoas se cruzem.
  19. Após a Missa, proceda-se ao arejamento da Igreja durante pelo menos 30 minutos, e os pontos de contato (vasos sagrados, livros litúrgicos, objetos, bancos, puxadores e maçanetas das portas, instalações sanitárias) devem ser cuidadosamente desinfetados.

 

PARÁGRAFO ÚNICO: O único retorno nessa primeira etapa será para Celebrações litúrgicas e reuniões de lideranças (MÊS DE JULHO);

  1. D) OUTRAS CELEBRAÇÕES E ATIVIDADES PASTORAIS A SEREM AUTORIZADAS NA SEGUNDA ETAPA DE RETORNO DAS ATIVIDADES (A PARTIR DE AGOSTO OU DOS MESES SEGUINTES):
  2. Todas as celebrações e atividades pastorais, quando realizadas ainda em contexto de epidemia devem observar as seguintes orientações e estão condicionadas ao escrupuloso cumprimento das normas de higiene, de distanciamento e outras formas de proteção (uso de máscara e de luvas) que as autoridades de saúde prescreverem.
  3. Batismo de crianças
  4. Para o Sinal-da-cruz, nos ritos de acolhida, o ministro traça uma cruz diante de cada batizando, sem contato físico; os pais, mas não os padrinhos (a não ser que também eles coabitem com a criança a ser batizada) farão o sinal da cruz na fronte do filho.
  5. Para a Unção pré-batismal o ministro dirá a fórmula prevista e ungirá como estabelecido no Ritual o peito da criança utilizando-se de um pouco de algodão embebido no óleo dos Catecúmenos para cada criança, tendo o cuidado de não tocar diretamente na criança. Havendo contato, o ministro procederá a higienização dos dedos antes de fazer a unção de outra criança. Após a celebração, o algodão utilizado nas unções será incinerado.
  6. Em cada celebração do Batismo, proceda-se a nova bênção de água limpa. Na administração da água batismal, haja o cuidado de que a água derramada no ato do batismo não seja reutilizada para nenhum outro fim ou batismo. O ministro poderá, no entanto, usar para todos os batismos a mesma concha, previamente higienizada, desde que não ocorra contato físico com a criança.
  7. Em relação à Unção pós-batismal, omite-se a unção, mas se diz a oração própria (Ritual do Batismo de Crianças, 210).
  8. O rito opcional da Entrega do sal seja omitido. O rito do Éfeta poderá ser mantido; nesse caso, o ministro estenderá a mão direita na direção dos eleitos, sem contato físico, e pronunciará a fórmula prevista (Ritual do Batismo de Crianças, n. 159).
  9. Nenhum dos demais ritos da Liturgia do Batismo supõe qualquer contato físico a não ser dos pais com a criança que é batizada.
  10. Com estes procedimentos, pode ser autorizada a celebração de Batismos quer de uma só criança, quer de várias, respeitando-se as orientações em relação à ocupação do espaço e às normas de higiene e distanciamento iguais às previstas para a celebração da Missa dominical.
  11. Iniciação cristã dos adultos
  12. Nos ritos do catecumenato, tanto de Exorcismo como de Bênção, a imposição das mãos será feita sempre sem contato físico; o gesto do sopro será substituído pelo gesto de estender a mão direita em direção aos candidatos e catecúmenos, conforme está previsto nas rubricas (RICA 79, p. 279).
  13. Na Assinalação da fronte, o celebrante traça uma cruz diante da fronte dos candidatos, de modo a evitar o contato físico; se os candidatos forem muitos, o presidente da celebração traça uma cruz sobre todos os candidatos ao mesmo tempo e diz a fórmula prevista (RICA 83-84). Quanto à Assinalação dos sentidos, seja omitida (RICA 85).
  14. Os livros dos Evangelhos a distribuir a cada catecúmeno deverão estar previamente higienizados e o celebrante procederá à higienização das mãos antes de proceder à sua eventual distribuição[2], evitando-se o contato físico entre celebrante e catecúmenos.
  15. Omitem-se os Ritos auxiliares (RICA 89).
  16. As Unções previstas no tempo do catecumenato (RICA 127-132) far-se-ão exclusivamente nas mãos dos catecúmenos, que as estenderão com as palmas para cima; o celebrante realizará a unção servindo-se de um pouco de algodão embebido no óleo dos catecúmenos, tendo o ministro o cuidado de não tocar diretamente nas mãos dos catecúmenos. Havendo algum contato, o ministro procederá à higienização dos dedos envolvidos antes de proceder à unção de outro catecúmeno. Após a celebração, o algodão utilizado nas unções será incinerado.
  17. No Rito da eleição, apresente-se a lista dos nomes a quem preside, em vez de cada candidato inscrever o próprio nome (RICA 146). No ato da eleição, os padrinhos aproximam-se dos eleitos, mas não lhes tocam no ombro, a não ser que sejam familiares que vivam na mesma casa.
  18. Nas Celebrações dos escrutínios, os padrinhos aproximam-se dos afilhados durante as preces pelos eleitos, mas abstêm-se de lhes pôr a mão direita no ombro, a não ser que sejam familiares que vivam na mesma casa.
  19. No rito do Éfeta, o ministro estenderá a mão direita na direção dos eleitos e pronunciará a fórmula prevista (RICA 202).
  20. Na celebração dos Sacramentos da Iniciação, proceda-se cada vez a nova bênção de água limpa, como sempre sucede na Vigília Pascal. Na administração da água batismal, haja o cuidado de que a água derramada no ato do batismo não seja reutilizada, evitando qualquer tipo de contato entre os batizandos. O ministro usará para todos os batismos a mesma concha, previamente higienizada, ou a sua mão, evitando qualquer contato físico.
  21. Se, por motivos especiais, não se seguir a celebração da Confirmação, ao que diz respeito à Unção pós-batismal, omite-se a unção, mas se diz a oração correspondente (RICA 224).
  22. Na imposição da Veste batismal, rito que pode ser omitido, os padrinhos e madrinhas que ajudam os afilhados a revestirem a veste higienizam as mãos antes de o fazer, a não ser que sejam familiares dos afilhados e vivam na mesma casa.
  23. No rito da Confirmação proceda-se como em seguida se dirá para este Sacramento.
  24. Confirmação
  25. As celebrações da Confirmação estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.
  26. O bispo Dom Giuliano ministrará nas Igrejas matrizes de cada paróquia e dará dispensa aos respectivos párocos e administradores paroquiais para ministrarem nas demais comunidades de sua paróquia / Área Missionária.
  27. Sendo vários os crismandos, use-se um pouco de algodão embebido do Santo Crisma para cada unção, tendo o ministro o cuidado de não tocar diretamente na fronte do crismando. Havendo algum contato, o ministro procederá à higienização dos dedos envolvidos no contato antes de proceder à unção de outro crismando. A saudação da paz limitar-se-á ao diálogo, sem contato. Após a celebração o algodão utilizado na unção será incinerado.
  28. Os padrinhos aproximam-se dos afilhados e, com máscara, dizem o nome do afilhado ao Bispo abstendo-se, porém, de tocar no seu ombro, a não ser que vivam no mesmo convívio familiar.
  29. Primeiras Comunhões
  30. As celebrações com primeira comunhão eucarística estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.
  31. As crianças preparadas para a Primeira Comunhão, e cujos pais assim o desejem, podem, de acordo com o pároco e administrador paroquial, fazê-la com pequenos grupos, em uma Missa dominical, sem excluir uma posterior participação numa celebração mais solene[3].
  32. Sacramento da Reconciliação
  33. Na celebração do Sacramento da Reconciliação, para além das medidas gerais, deve-se escolher um espaço amplo que permita manter o distanciamento entre confessor e penitente, que usarão máscaras, sem comprometer a confidencialidade e o inviolável sigilo sacramental.
  34. Ao terminar, aconselha-se reiterar a higiene das mãos e a limpeza das superfícies utilizadas.
  35. Unção dos enfermos
  36. Redobrem-se os cuidados de higiene e usem-se máscaras de proteção, evitando-se o contato físico na imposição das mãos.
  37. Na administração do óleo dos enfermos use-se um pouco de algodão embebido no óleo dos enfermos, de modo a evitar contato físico.
  38. Os sacerdotes mais idosos ou enfermos não devem ministrar este Sacramento a pessoas com suspeita de estarem infectadas por coronavírus.
  39. Ordenações
  40. Em termos de participantes, as ordenações estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.
  41. Havendo mais do que um candidato, é necessário fazer a higienização entre a realização dos gestos que impliquem contato com cada ordinando.
  42. À Imposição das mãos, em silêncio, sobre a cabeça do ordinando, somente o Bispo o fará com contato físico. Caso haja mais de um ordinando, deve-se respeitar a orientação anterior, a respeito da higienização.
  43. Na ordenação de novos presbíteros, pode-se reduzir a representação do presbitério a alguns membros do Conselho Presbiteral, formadores do Seminário, párocos da Paróquia de origem, de residência e de estágio pastoral; só esses – ou algum deles somente – farão o gesto da Imposição das mãos, mas sem estabelecer contato físico com os ordinandos; na saudação de acolhimento na Ordem, o abraço da paz será substituído por um outro gesto de acolhida, como por exemplo, uma vênia recíproca coletiva.
  44. Na ordenação dos diáconos, da mesma forma, a saudação de acolhimento na Ordem, o abraço da paz será substituído por um outro gesto de acolhida, como por exemplo, uma vênia recíproca coletiva.
  45. Antes e depois do gesto de obediência (mãos nas mãos) e da Unção das mãos, o recém ordenado e o Bispo higienizarão as mãos.
  46. Os presbíteros e diáconos que auxiliarem os recém-ordenados a revestirem-se com as vestes da sua ordem também higienizarão as mãos.
  47. Matrimônio
  48. As celebrações matrimoniais estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.
  49. As alianças deverão ser manipuladas exclusivamente pelos noivos.
  50. Exéquias[4]
  51. As exéquias cristãs devem ser celebradas respeitando os costumes locais com a presença dos familiares, tendo em conta as normas de segurança.
  52. Apesar de tal ser difícil nestes momentos de dor, não deixe de se recomendar a omissão de gestos de afeto que impliquem contato pessoal e a importância de se manter a distância de segurança.
  53. Visitas à Igreja para a oração ou adoração ao Santíssimo
  54. As igrejas podem estar abertas durante o dia para visitas individuais de oração ou adoração ao Santíssimo Sacramento, desde que se observem os requisitos determinados pelas autoridades de saúde. Os fieis devem ser orientados a não tocarem em qualquer imagem ou objeto expostos.
  55. As visitas turísticas devem ser condicionadas, segundo as orientações das autoridades competentes.
  56. Ações formativas e atividades pastorais
  57. As atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, Seminário etc.) como reuniões, formações, retiros e demais iniciativas, seguirão as regras previstas pelas autoridades competentes[5].
  58. 77. As atividades de catequese e outras ações formativas continuarão a serem realizadas apenas por meio de programas radiofônicos e mídias sociais.
  59. O Bispo analisará a possibilidade de adiar outras atividades, incluindo as visitas pastorais. A respeito das visitas pastorais realizadas pelas paróquias e áreas missionárias com os seus respectivos padres, ficam a critério de cada área, pois é necessário levar em consideração o tamanho de cada comunidade (quanto maior a comunidade, maior o risco de aglomeração de pessoas).
  60. Peregrinações e romarias
  61. Peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam suspensas até novas orientações.

 

Parintins, 19 de junho de 2020

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

 

 

Dom Giuliano Frigeni

Bispo da Diocese de Parintins – AM

https://alvoradaparintins.com.br/

Foto: Liam Cavalcante

Publicado por Carlos Frazão/JI

[1] Essas nossas Orientações se inspiram e foram adaptadas a partir daquelas emanadas pela CNBB em 21 de maio de 2020 e pela Conferência Episcopal Portuguesa, em 08 de maio de 2020. Portugal já vive esta fase de retomada das Celebrações Comunitárias.

[2] A não ser que o presidente da celebração, em sintonia com os catequistas responsáveis, sugira de forma diferente, tipo: “que cada catecúmeno traga a sua Bíblia higienizada de casa e permaneça com os cuidados necessários durante toda a celebração”.

[3] Define-se que, nestas celebrações onde se costuma oferecer a eucaristia nas duas espécies, ofereça-se apenas a hóstia consagrada diretamente na mão sem tocar a própria mão na mão do comungante.

[4] Cada padre pode celebrar as exéquias já a partir de julho se o contexto em que se encontrar manifestar segurança sanitária.

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