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Fernando Menezes vai comandar sessão de posse dos vereadores de Parintins 2021

Fernando é um dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em Parintins.

Fernando Menezes teve 980 votos e garantiu lugar no Legislativo. (foto Hudson Lima)

 

Fazer um mandato no meio do  povão, ganhar musculatura nos anos vindouros para disputas políticas partidárias e resgatar o legado do pai, o barbeiro Paulo Vitorino de Menezes, que durante 9 meses foi prefeito de Parintins, no ano de 1982, são alguns dos objetivos do vereador eleito, Fernando Menezes.

Curumim nascido e criado na Rua Rui Araújo, no Centro, Fernando Menezes terá a responsabilidade de comandar e empossar os vereadores eleitos dia 15 de novembro de 2020, durante a sessão dia 1º de Janeiro de 2021. São 13 vereadores. Afinal, Fernando Nogueira Menezes, nasceu dia 16 de Julho de 1961, portanto é o vereador eleito mais “idoso” com 59 anos. O regimento interno do Poder Legislativo determina o mais velho em idade, como presidente.

 

Nova Vida

Fernando costuma testemunhar ter duas fases na vida. Quando era chamado de “Maluco Beleza”, “Loiro” ou “Major” que foi da adolescência até o ano de 1989 quando decidiu ir para Manaus, buscar melhoria de vida. Na Capital, além de aprender a arte das vendas e atividade gráfica, no pessoal tornou-se evangélico, pelas mãos do Pastor Jonas Câmara, da Assembleia de Deus. Atuou na empresa do jornalista Humberto Calderaro entre 1990 e 1994, na gráfica e vendas.

Também na Capital, Fernando encontrou a esposa e parceira dona Lenilda Magalhães. Aliás, relata ele que em 2006 amanheceu o dia e fez um comunicado a esposa: “Minha Filha, vou retornar para a cidade de Parintins, vou me candidatar e ganhar a eleição de vereador ou prefeito”.

Dona Lenilda nem pestanejou: “Amanheceu doido foi? Está ficando doido”.

Mas Fernando foi no armário, tirou um dos vários ternos, vestiu e insistiu: “Minha amada, olha como eu fico bem de terno para tirar as fotos no dia da posse”.

E assim traçou as metas para conquistar espaço político na Terra Natal, Ilha de Tupinambarana.

 

Retorno a Ilha para conquistar mandato

Fernando Menezes voltou a morar em Parintins em 2007. Mais de 20 anos depois de ir para a Capital.

Em Parintins, disputou a prefeitura em 2008, pelo PSDC. Na eleição estadual de 2010, candidatou-se a Deputado Estadual e obteve quase 2 mil votos. “Era normal minha votação, as pessoas não me conheciam. Quem era pequeno quando eu sai daqui já estava com quase 30 anos. Então eu tive de contextualizar minha história de novo. De forma didática. Sempre fui desprendido de qualquer vaidade de poder, então não tive problema em começar do zero”, diz.

Na eleição de 2012 veio candidato a vereador. Teve mais de 600 votos e ficou na segunda suplência.

Em 2016, Fernando não queria disputar a eleição, mas para ajudar o partido veio candidato. “Sem fazer campanha, só aqui no meu trabalho de gráfica eu tive mais de 200 votos”, relembra.

Já em 2020, Menezes articulou-se no REPUBLICANOS e foi buscar votos na Assembleia de Deus, na Igreja Adventista do 7º Dia, na Igreja Católica, cidade e zona rural. Foi o mais votado na urna da Comunidade Suburbana do Parananema, onde tem residência com a família. “Gastei muita sola de sapato, visitando e ouvindo as pessoas. Fiquei como sempre no meio da comunidade. Eu não tenho medo de estar no meio do povo. Agradeço muito a Deus, a minha família e aos eleitores que depositaram voto na minha pessoa. Agora vamos trabalhar para todo mundo”, diz.

Fernando Menezes teve 980 votos e garantiu lugar no Legislativo.

 

Mudança

No começo da década de 90, veio visitar a família em Parintins e causou o maior “rebuliço”, quando compareceu em vários programas de Rádio e TV, para anunciar ter deixado a vida “mundana” e aceitado Jesus. “Foi um falatório em toda a cidade. Você imagina Parintins há mais de 20 anos atrás. Tudo que saia na imprensa rendia. O impactou foi grande”, recorda Menezes, na conversa informal com o jornalista Hudson Lima da coluna Poder/Koiote e canal #hudsonlimakoiote do site ParintinsAmazonas.

Fernando é diácono auxiliar na Assembleia de Deus e apesar de ser conversador, apoiar as ideias e votar no presidente Jair Bolsonaro, afirma não ser radical, quanto ao posicionamento e estilo de vida de qualquer pessoa. “Nunca abandonei meus amigos de antigamente. Até a galera da farra. Falo com todos até hoje e tenho o respeito deles. Converso e tendo a oportunidade indico o melhor caminho que é com Deus. Não sou falso com eles. Pois eu sei que aceitei Jesus há mais de 25 anos e tenho domínio próprio. Não preciso viver me escondendo. Apoio e voto no presidente Bolsonaro. Pois o Brasil estava tão esculhambado que apenas um doido como o Bolsonaro para melhorar nosso país. Sou Conservador e defendo várias ideias do presidente, mas não sou cego a ponto de não reconhecer alguns pontos errados, como faz a esquerda que apoia tudo, inclusive as falcatruas dos líderes esquerdistas e comunistas”, diz.

Como exemplo Fernando Menezes cita que no começo do mês de abril de 2020, começou a incentivar em Parintins, através das redes sociais, o uso de máscara para evitar a proliferação do COVID-19. Enquanto o presidente Bolsonaro pregava o negacionismo do coronavírus. “Tenho as postagens. Até o prefeito Bi Garcia começou a fazer campanhas sobre máscaras depois de mim. Defendo e voto no presidente Bolsonaro pela minha formação cristã. Ora, não posso concordar com quem prega como maior ídolo o socialista Karl Marx,  o ateísmo e contra a família tradicional”, diz.

 

Futebol: O Ponta Direita

Fernando que é torcedor do Botafogo, durante a década de 80, teve momentos de glória no Futebol Parintinense. Atuou como “ponta direita” no Esporte Clube Parintins, o conhecido time da Candinha entre 1983 e 1989.

Também jogou no São Cristóvão quando tinha 17 anos e em outros clubes, mas na Candinha foi o time do coração. “Nosso time era formado de muitos jovens. Mais aguerridos. Chegamos a duas finais. Perdemos uma final para o Amazonas e a outra final para o Sulamérica. Mas eles eram a potência do futebol com muita estrutura. Na última temporada não queria mais jogar. Mas aceitei o convite do Idel e do Bi Garcia para reforça o time do Esporte isso já era 1988 e 1989, depois fui pra Manaus”, conta.

Fernando recorda do técnico do Esporte Ednilson Gordo e dos jogadores Dissica, Piaza, Tonico, Idel, Caribé o goleiro e do zagueiro Tristão Cruz. “O Tristão era nosso jogador e preparador físico. Até hoje não acredito que ele morreu. Eu moro na comunidade do Parananema e no dia que ocorreu o acidente e morte, eu falei com o Tristão pela parte da manhã. Foi um choque tremendo, pois ele era um grande colega e desportista. A vida é muito frágil. Ele falou comigo e estava rindo e alegre”, comentou Fernando com a voz embargada e segurando a emoção. O professor e ex-atleta Tristão Cruz faleceu, numa sexta-feira, dia 8 de maio de 2020, vítima de acidente de trânsito.

Menezes, que é primo do ídolo do São Raimundo de Manaus, Delmo, não aceitou convite para ir jogar no Sulamérica. “Não tinha como. No Esporte eu tinha liderança e nos times grandes seria mais um. Na época no Sulamerica e Amazonas jogavam o Jorge Canal, Alan, Preto do Zé Luiz, o Marinho, Cupido, Nilo Gama, Tati Gama, Carneirão, Dicoloi, Nazaque, Carneirinho e muita gente boa. O Futebol estava no auge”, diz.

 

Paulo Vitorino

Fenando Menezes é filho do senhor Paulo Vitorino de Menezes que foi barbeiro em Parintins e jogador do Sulamérica e de dona Josefa Nogueira de Menezes.

Pela fama com a tesoura e nos gramados, seu Paulo Vitorino foi convidado a ser vice-prefeito de Raimundo Reis Ferreira entre 1976 até 1982. Sendo que assumiu a prefeitura no começo do ano de 1982, quando Reis saiu para disputar a eleição de deputado estadual e ganhou. “Papai construiu o aeroporto Júlio Belém. Para isso fez diversas viagens até Belém no Pará, na época em busca de recursos, pois o projeto original do novo aeroporto é da gestão do ex-prefeito Souza Filho. Papai finalizou a construção e inaugurou o Ginásio de Esportes Elias Assayag, maior ginásio do interior do Amazonas na época. Ele organizou a feira dos antigos garapeiros no Mercado do Centro. Os coitados ficavam desguardados no sol e chuva. O gestor seguinte derrubou tudo. Papai  começou a fazer muro de arrimo de Parintins. Foi na gestão do meu pai Paulo Vitorino de Menezes que o Boi Caprichoso ganhou o terreno e título definitivo onde hoje é o Curral Zeca Chibelão. Ele assinou a doação do terreno”, relembra.

Fernando Menezes agradeceu aos votos recebidos.

 

 

Texto : Hudson Lima 

Fotos: Hudson Lima 

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(92) 991542015

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