Imprensa parintinense lamenta perda de Ricardo Boechat

A morte de uma das referências do jornalismo brasileiro, Ricardo Boechat ocorrido nesta segunda-feira, 11 de fevereiro, com a queda do helicóptero que o trazia de Campinas para São Paulo, depois de realizar uma palestra na cidade do interior paulista, emocionou a todos, principalmente profissionais que atuam na área de comunicação.

Jornalistas parintinenses lamentaram a perda de um dos maiores profissionais do jornalismo brasileiro e em depoimentos à redação do JI, prestaram sua solidariedade.

 

O secretário de comunicação e apresentador do programa de rádio Fatos e Boatos, Gil Gonçalves lamentou o falecimento do jornalista e depôs que “tinha um hábito cedo pela manhã de acompanhar o Boechat e o José Simão pela Band News. Os dois eram impagáveis no trato peculiar da notícia. Momentos hilários  me  proporcionavam.  A mim e a muitos. Eu me divertia com o talento de ambos em traduzir com humor o cotidiano da vida brasileira. À noite, Boechat  era o primeiro jornalista a informar com elegância e imparcialidade os fatos que realmente me interessavam. Com a sua morte trágica, as manhãs do Brasil perdem  o ar de sua graça  e as noites o brilho de um extraordinário jornalista. Vivemos uma multiplicidade de tristezas!”.

 

 

 

O diretor do site cna7.com, Carlos Alexandre Ferreira manifestou que “todos os dias acompanhava a live do programa do Boechat pela manhã. Jornalista de opinião firme e um grande exemplo de humanidade. Pelos depoimentos dos profissionais que vi e ouvi hoje as palavras gratidão e um grande exemplo para o jornalismo foi o que me marcou. Moro na Amazônia, mas me sentia  muito próximo ao Boeachat porque sempre acompanhei sua opinião, sem trabalho e seu legado. Hoje o jornalismo Brasileiro está de luto e quem vive o jornalismo de verdade quem ama a profissão sempre teve o Boechat como uma grande referência”.

 

Jornalista da Rádio Clube e proprietário do site amempauta.com, Márcio Costa relata que “eu considero uma perda das maiores não apenas para o jornalismo, mas sim para a democracia e para o povo brasileiro que teve no Ricardo Boechat um defensor. Um dos pontos que mais admirava no Boechat era a versatilidade de tratar temas espinhosos, polêmicos e também quando lidava com o humor. Eu vou sentir muita falta do quadro no qual ele participava diariamente com humorista José Simão, que a BandNews reprisada todas as 13h30, justamente na hora que eu chego do trabalho. Uma pena!”.

 

O diretor da Rádio Clube de Parintins, jornalista e radialista Glauber Gonçalves disse que “acompanhava todos os dias, os comentários abalizados do grande jornalista Ricardo Eugênio Boechat, no seu programa matinal na rádio Band News e compartilhado nas redes sociais. O Boechat era aquele jornalista sincero, que buscava incessantemente o furo da notícia, com credibilidade. Comentava sobre os mais diversos assuntos, com muita responsabilidade e respeito a quem o assistia. O Brasil perde uma figura humana, generosa, dedicada há 49 anos no que a de melhor do jornalismo brasileiro. Um argentino com a cara do Brasil. Muito obrigado, Boechat”.

 

Quem também lamentou a perda do jornalista, foi o fundador e diretor do Jornal da Ilha, Carlos Frazão. “Hoje ouvindo a entrevista do prefeito Bi Garcia pela rádio clube, fui pego de surpresa quando o radialista Gil Gonçalves interrompeu a entrevista para ler a triste notícia do acidente em São Paulo, envolvendo o jornalista Ricardo Boechat. Todos sabem que não sou jornalista, mas, mantenho a 18 anos um impresso e  a 14 anos um site, e não perdia o jornal da Band. Não preciso dizer mais nada, só lamentar e muito essa perca irreparável”, comentou Frazão.

 

 

A VIDA DE RICARDO BOECHAT

Histórico

O jornalista, apresentado e radialista, Ricardo Eugênio Boechat, nasceu no dia 13 de julho de 1952 em Buenos Aires, Argentina esteve presente nos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Seu último trabalho na comunicação foi no Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde começou como âncora do noticiário matinal BandNews FM em 2005 — inicialmente no bloco local da filial carioca, passando no ano seguinte para a apresentação da faixa matinal da rede, quando também passou a ancorar o Jornal da Band na Rede Bandeirantes. Também assinava uma coluna semanal na revista ISTOÉ.

 

Prêmios

O jornalista foi ganhador de três prêmios Esso, Boechat é o recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes ( ncora de Rádio, Colunista de Notícia e  ncora de TV). Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado do país, junto com Miriam Leitão (2014) e (2015), além do Troféu Imprensa 2016 – Melhor Apresentador de Telejornal.

 

Biografia

 

Filho de um diplomata brasileiro, nasceu na capital Argentina enquanto o pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores. Boechat era pai de seis filhos, sendo dois do casamento com a jornalista Veruska Seibel.

 

Carreira

 

Iniciou sua carreira na década de 1970 como repórter do extinto jornal Diário de Notícias. Também nessa época, iniciou sua carreira como colunista, colaborando com a equipe de Ibrahim Sued. Em 1983, foi para o jornal O Globo. Em 1987, ocupou por seis meses a secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco (1987-1991). Após o período voltou para O Globo, até ser demitido em 2001. Em 2005, estreia no Grupo Bandeirantes de Comunicação através da BandNews FM, quando passou a ancorar o jornalístico matinal da filial do Rio de Janeiro. No ano seguinte, Boechat passou a ser âncora do principal jornalístico das manhãs da rede após a saída de Carlos Nascimento — consequentemente, foi alçado como âncora do Jornal da Band, na Rede Bandeirantes. Boechat logo se tornou uma das principais figuras da rádio e da TV. Mesmo com a mudança para São Paulo, o jornalista continuou apresentando o jornalístico local do Rio de Janeiro diretamente dos estúdios na capital paulista.

 

Morte

 

Boechat morreu no dia 11 de fevereiro de 2019, na queda do helicóptero, modelo Bell e prefixo PT-HPG, que o trazia de Campinas para São Paulo, depois de realizar uma palestra na cidade do interior paulista. A aeronave caiu na Rodovia Anhanguera, logo abaixo do quilômetro 7, no viaduto de acesso ao Rodoanel, no sentido rodovia Castelo Branco, próximo a um pedágio, na Grande São Paulo, chocando-se com um caminhão e incendiando-se. Também morreu no acidente o piloto da aeronave. O motorista do caminhão teve apenas ferimentos leves.

 

Kedson Silva/Redação JI

Fonte: band.uol.com.br/

 

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