Incêndio no lixão: alunos e professores da UEA farão protesto na Câmara

Na manhã desta segunda-feira (09), alunos, professores e direção do Centro de Estudos Superiores de Parintins (Cesp-UEA) reuniram-se no auditório da instituição para discutir diversas questões relacionados ao incêndio que consome o lixão e atinge a universidade bairros dos arredores com uma fumaça tóxica.

Durante o encontro, os presentes apontaram os principais distúrbios que a queimada está ocasionando na comunidade acadêmica da UEA e de moradores das proximidades da lixeira. O problema mais ressaltado foi o da fumaça, que vem há semanas acometendo estudantes/professores do Cesp e principalmente os moradores dos bairros Pascoal Allágio, Djard Vieira, loteamento Lady Laura e Conjunto João Novo. Problemas respiratórios, ardência dos olhos e dor de cabeça são uns dos efeitos colaterais causados pela fumaça.

Para o professor do curso de Geografia, Estevan Bartoli, a problemática dos resíduos sólidos não será resolvida com a realocação da lixeira para outro local. Segundo ele, os transtornos só cessarão com a criação de políticas públicas que priorizem o tratamento dos resíduos sólidos da maneira correta em Parintins.

Em sua fala, o professor e membro de movimentos sociais, Eliseu Souza, cobrou união e empenho da comunidade acadêmica em busca de soluções para a atual conjuntura que castiga os vizinhos do lixão. “Nós estamos morrendo lentamente porque estamos silenciando. No mínimo, temos que erguer nossas vozes e dar um basta nessa situação”, enfatizou.

Inconformados com a situação do incêndio, todos os que estavam na reunião deliberaram pela realização de uma manifestação nesta terça-feira, às 16hs na Câmara de Parintins. Ficou definido que a concentração iniciará às 14hs, nas dependências do Cesp. Às 15hs, todos irão rumo à casa legislativa, onde mostrarão suas reivindicações e cobrarão atuação mais ativa dos vereadores quanto ao incêndio na lixeira.

 

Daniel Sicsú / JI

 

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