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JI 20 anos: quem ler jornal tem charme…

O impresso é palpável e estimula a leitura a outrem.

A informação é uma ferramenta que não enferruja. E o veículo de comunicação que transmite essa informação com clareza, segurança e credibilidade, jamais o leitor esquece a fonte. Em época de tanto avanço tecnológico, com volumosas notícias disseminadas instantaneamente, no corre-corre do dia, vejo o jornal impresso como uma ferramenta de papel de um quilate exibicionista majestoso, pois o receptor se dar ao luxo de escolher o ambiente para se deliciar de uma leitura demorada, sem a preocupação com o possível descarregar da bateria do aparelho celular ou o temível fim dos créditos de internet.

O impresso é palpável e estimula a leitura a outrem. Tem charme quem ler jornal impresso e quem faz leitura em público, é visto com ser intelectual. No celular, por mais que a pessoa esteja envolvida em pesquisas, quem olha, acha que está teclando ou vendo vídeos de comédia. Com o jornal impresso, não, o conceito é outro.

O bom leitor se delícia e esbanja charme. Ler e reler sem desgastes. A notícia do impresso não escapa facilmente dos olhos. O leitor de jornal impresso se deleita a espaços que fornecem serenidade e se concatenam com manifestações geniais da atmosfera natural.

É muito bom ler jornal debaixo de uma árvore, cruzar às pernas, sentir o evento e ouvir o canto dos pássaros. Jornal impresso tem valor incontestável. Quem o guarda, cria em pouco tempo acervo histórico.

Queridos, falei tudo isso para qualificar a significativa importância do jornal impresso nas nossas vidas. Temos em Parintins O Jornal da Ilha (JI), do amigo Carlos Frazão. O jornal está consolidado e integra uma fase histórica de Parintins. Duas décadas de informação, vinte anos ajudando a construir intelectuais na cidade. Parintins se destaca no O Jornal da ilha. O impresso contribui com o social da cidade. Leva a informação, mas também, promove a solidariedade. É claro que o gesto humanitário é algo peculiar do seu fundador, mas, o importante deste meio de comunicação é envolver os jovens, às crianças, os adultos na mais prazerosa leitura. Eu, mesmo, aprendo com o JI. Seus temas me impõem a refletir em determinadas situações. Sou incluído a jornais, sou amantes das letras. Gosto dessas ferramentas e lhes digo que a informação não enferruja, jamais. Só se enferruja quem não ler. Quem se propõe a ler, diariamente, tem o espírito e o capital intelectual renovados.

Parabéns, JI, que venham mais vinte anos.

 

Aroldo Bruce, colaborador JI

Foto: Valdo Farias (Foto de Larisa Farias)Arquivo JI

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