Mangueira é campeã do carnaval carioca e VIRADOURO é Vice

No carnaval do Rio, triunfaram o samba, o discurso e a emoção da Estação Primeira de Mangueira. A verde e rosa conquistou seu vigésimo campeonato num desfile sobre os heróis esquecidos da história do Brasil. A apresentação marcou ainda com uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passado. A Mangueira liderou junto com a Viradouro até o terceiro quesito. A escola de Niterói, no entanto, perdeu um décimo em alegorias e adereços. A Mangueira, que tinha perdido pontos no quesito ano passado, garantiu as notas 10. E manteve a primeira posição de forma isolada.

A vice-campeã foi a Viradouro, de Paulo Barros, vencedora ano passado da Série A. Em terceiro lugar ficou a Vila Isabel, com uma das apresentações mais luxuosas da década. Em quarto ficou a Portela. Em quinto, o Salgueiro. E, completando o desfile das campeãs, no sábado que vem, a Mocidade Independente de Padre Miguel.

A Vila Isabel, que tinha perdido um décimo por ter estourado o tempo limite de desfile em um minuto, chegou a assumir a vice-liderança. Mas, em samba-enredo, a Vila ficou para trás, ao perder três décimos. Viradouro também saiu do quesito com dois décimos a menos. Mas depois saiu ilesa da apuração, e garantiu o vice-campeonato.

Antes da apuração, já era previsto o duelo entre Mangueira, Vila Isabel e Viradouro. A Velha Manga, com sua versão não oficial da história do país, exaltando os heróis esquecidos do Brasil, como Luisa Mahin e Chico da Matilde. Já a escola do bairro de Noel trazia o Brasil dos imperadores. Se na primeira a Princesa Isabel era retratada de forma caricata, a segunda a mostrava com pompa. Já a Viradouro, com Paulo Barros, apresentou os contos infantis.

Nas últimas posições, rebaixadas para a Série A ano que vem, ficaram Imperatriz Leopoldinense e Império Serrano, que desfilam na sexta ou no sábado de carnaval em 2020.

 

 

Rafael Galdo/extra.globo.com

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