MARIA E O PENTECOSTES: MISTÉRIO PERMANENTE NA IGREJA

No Pentecostes permanente da Igreja está Maria, a fiel a Deus. “Na base daquilo que a Igreja é desde o começo, daquilo que deve ser constantemente através das gerações, em meio a todas as nações da Terra; se encontra a que acre­ditou que se cumpririam as coisas que lhe foram ditas pelo Senhor” (RM, 27).

Nesse tempo de espera, Maria, por meio da mesma fé que a fez bem-aventurada, está presente na mis­são e na obra da Igreja que introduz no mundo o Reino de seu Filho.

É importante ressaltar que Ma­ria está presente na Igreja, sobretudo como aquela que acredi­tou (RM, 25).

A fé de Maria é fé-germe, que germinou nas admiráveis expressões históricas da fé da Igreja. A presen­ça de Maria é sempre fundamento de fé, referência indis­cutível para o testemunho único de toda a existência de Jesus.

Com o mistério da assunção aos céus, realizaram-se definitivamente em Maria todos os efeitos da media­ção de Cristo redentor do mundo e Senhor ressuscitado: to­dos viverão em Cristo; mas cada qual em sua ordem: primeiro Cristo; em seguida, os que forem de Cristo. Maria foi a fiel por excelência.

“Maria foi, para a Igreja de então e de sem­pre, uma testemunha singular dos anos de infância de Je­sus e de sua vida oculta em Nazaré, quando conservava cuidadosamente todas as coisas em seu coração” (RM, 26). O testemunho de Maria dentro da comunidade dos “ir­mãos” avalizava sua fé na encarnação do filho de Deus. “A Igreja, desde o primeiro momento, contemplou Ma­ria através de Jesus, como olhou Jesus através de Maria” (RM, 26).

Maria era para os primeiros fiéis a grande opor­tunidade de conhecer mais intimamente a Jesus. Ela, por si só, era um Evangelho vivo. Maria era um acesso privilegiado a Jesus. Por seus olhos haviam passado toda a sua história. Seus ouvidos haviam ouvido todas as suas pa­lavras. Nenhum ser humano havia estado mais próximo de Jesus. Se toda a sua capacidade de maternidade já se ha­via esgotado em seu filho Jesus, Maria era uma palavra permanente sobre Jesus.

Há, portanto, confluência entre o cami­nho de Maria e o caminho da Igreja, o tempo de Maria e o tempo da Igreja. É outra forma de nos aproximarmos da “verdade de Maria”.

O caminho da fé de Maria conflui historicamente com o caminho da fé da Igreja no dia de Pentecostes. “O Espírito Santo já tinha descido sobre ela que acolhendo o Verbo do Deus, abandona-se plenamen­te Nele por meio da obediência da fé. O caminho da fé de Maria, a qual vemos orando no cenáculo em comunhão com os Apóstolos, é portanto mais longo do que o dos demais ali reunidos: Maria os precede, caminha diante deles e presencia o testemunho que Pedro e os demais apóstolos dão de Cristo cru­cificado e ressuscitado” (RM, 26). Maria está presente no eterno Pentecostes da Igreja como mãe e como intercessora.

Portanto, a Igreja, desde o primeiro momento, contemplou Ma­ria através de Jesus, como olhou Jesus através de Maria.

Que Maria mãe da Igreja e esposa do Espírito Santo interceda por nós.

 

Irmã Maria Helena Teixeira

Colaboradora JI

Imagem: Internet

você pode gostar também