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Mayse Garcia deseja ser uma voz feminina ativa na Câmara na próxima Legislatura

"Quero me ater especialmente ao fortalecimento das ações voltados para o público feminino", diz Mayse, se eleita for.

A funcionária pública se lança pré-candidata para a apreciação de seu nome para concorrer a uma das 13 vagas no parlamento municipal. Mayse, que já fez parte da equipe JI, inclusive apresentando ao nosso jornal o jovem jornalista Daniel Sicsu que hoje coordena a sub-chefia da SECOM de Parintins, conversou conosco antes da convenção de seu partido político.

 

CARLOS FRAZÃO – Mayse Garcia, qual sua ocupação atual cargos e formação acadêmica?

MAYSE GARCIA- Uma imensa satisfação poder colaborar com o Jornal da Ilha. Respondendo à pergunta sou bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e Tecnóloga em Gestão Ambiental. Trabalho há quase 08 anos no serviço público. Além da formação acadêmica, tenho uma vasta formação complementar no que tange a movimentos sociais, meu currículo complementar é extenso.

 

CF – Você concorreu às eleições em 2016, o que mudou em você para tentar novamente uma vaga na CMP?

MG – Na eleição passada (2016), fui com muito trabalho e dedicação a terceira mulher mais votada da eleição, as duas primeiras foram vereadoras. Minha coligação não alcançou coeficiente mínimo eleitoral. Eu tive 745 votos. É um universo difícil como qualquer outro para mulheres, na política também. A estrutura é diferente, o convencimento é diferente, mulheres não votam em mulheres por isso temos pouca representação real no parlamento. Resultado de muitos anos de patriarcalismo político, e até mesmo do machismo enraizado nos valores culturais, sociais e políticos que não permitem visualizar a mulher como uma líder política. Por isso, ainda acredito que nossas mulheres votantes podem mudar esse cenário, e acreditar mais nas nossas líderes, nas nossas mulheres que se dispõe à vida pública. O que mudou da eleição passada para essa, especialmente pra mim, é que nessa tenho uma vasta carga de ação e experiência de como funciona um pleito eleitoral. E coloco meu nome à apreciação trabalhando em cima de conceitos práticos, como capacidade de trabalhar, ideias novas, estudo política e estudo a máquina pública, entendo parcialmente o funcionamento das leis que nos amparam, e os limites das esferas de poder. Um vereador é um fiscalizador, é um mediador de discussões, é um propositor, e principalmente um ouvinte dos anseios do povo, infelizmente 80% não cumpre seu papel corretamente.

 

CF – Pode nos citar alguns projetos que pretende apresentar na CMP caso seja eleita?

MG – Poderia citar vários, que estão dentro do que gostaria de trabalhar, juventude, esporte, política social e cidadã, mulher. Quero me ater especialmente ao fortalecimento das ações voltados para o público feminino. O Prefeito Bi Garcia sempre se preocupou muito com ações para esse público. E em face de uma pandemia, muitas mulheres ficaram sem suas rendas, algumas são profissionais liberais, autônomas, empresárias, e viram suas rendas se reduzirem a quase 0. Que ações poderíamos ter trabalhado com segurança e recomendações de saúde para que essas mulheres não ficassem sem poder se sustentar? Sustentar suas famílias? O Governo Federal gerou o auxílio emergencial, mas, sabemos que isso é insuficiente, algumas vezes só paga o aluguel, ou contas básicas. E muitas mulheres são chefes de família. Ainda acredito que seja necessária uma atenção maior ao fortalecimento das políticas sociais para mulheres. Igual vários públicos que necessitam de atenção na cidade.

 

CF – Qual a sua opinião sobre a atual administração municipal?

MG – Prefeito Bi Garcia trabalha muito, é líder político nato, líder em Gestão Pública. Vemos obras concluídas entregues, escolas padrão concluídas no interior do município, vários convênios firmados que beneficiam nossa cidade. Prefeito foi muito responsável como pessoa e como gestor no posicionamento frente ao enfrentamento da pandemia do Covid-19, acompanhando de perto as ações de combate, as normas de saúde pública. Em suma, a situação precária em que o município se encontrava na gestão passada, pediu, solicitou que Bi Garcia viesse trabalhar por seu povo. E hoje, não vejo adversário político à altura.

 

CF – Qual seu partido político e sua opinião sobre esse partido a nível estadual e federal?

MG – Estou filiada no PSL (Partido Social Liberal). Quero fazer um trabalho nessa pré campanha, e durante a mesma futuramente, totalmente diferente de tudo que já trabalhei. O PSL tem a segunda maior bancada na Câmara Federal, a movimentação do partido foi resultado de uma onda gigantesca de mudança que veio com a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder, que hoje está fora do PSL. Não vou ter a mesma estrutura de trabalho da eleição passada, e acredito muito que as pessoas que vão se deslocar aos locais de votação nessa eleição municipal querem pessoas íntegras, sem desgaste, que não tiveram mandato, e querem trabalhar.

CF – Você foi criticada e ofendida pela antiga administração municipal. Você guarda alguma mágoa do ex-prefeito Carbrás ou esqueceu aquele período?

MG – Não guardo mágoas. Realmente fui muito ofendida, e isso naquele momento impactou minha vida. Agora estou bem mais tranquila e tive a oportunidade de esclarecer qualquer problema do passado, pessoalmente com o ex prefeito Alexandre da Carbrás. E pra mim esse é um assunto encerrado.

 

Carlos Frazão

 

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