Mazelas de Parintins são expostas em concurso de painéis “Natal sem Fantasia”

Para chamar a atenção de todos quanto aos problemas vivenciados diariamente em Parintins em contraposição ao gasto indiscriminado de dinheiro público na construção do complexo natalino na Praça da Liberdade, o Movimento Articulação Parintins Cidadã, juntamente com outros movimentos sociais, organizou o concurso de painéis “Natal sem Fantasia”, realizado nas ruínas da Casa da Cultura neste sábado (19).

O concurso foi iniciado às 8h e estendeu-se até as 17h. Artistas plásticos profissionais e amadores expressaram, nas paredes da Casa da Cultura, suas ideias sobre o Natal em Parintins, enfatizando os problemas presentes no dia-a-dia do povo parintinense.

Corrupção, incêndio no lixão, desvios de recursos públicos, precariedade no sistema de ensino do município, pobreza, fome e alienação foram temáticas utilizadas para criticar o esbanjamento de dinheiro público na construção da árvore de Natal e todo o complexo natalino na Praça da Liberdade.

As pinturas foram avaliadas por seis jurados. A expressividade técnica e artística, adequação e coerência ao tema, originalidade, criatividade, harmonia e crítica foram os critérios de avaliação.

O vencedor do concurso foi o artista plástico Arildo Mendes, com o painel denominado “Meu Natal!”. José Augusto Tavares, Glaedson Azevedo e Ivan Freitas ficaram em 2º, 3º e 4º lugar respectivamente. Os quatro primeiros colocados receberam uma premiação em dinheiro e certificados expedidos pela coordenação do “Natal sem Fantasia”.

Painel vencedor
Painel vencedor

Segundo Arildo, a inspiração para desenhar o painel surgiu a partir do cotidiano vivenciado em Parintins ultimamente. “A inspiração é o nosso dia-a-dia, é o que a gente vê, a nossa realidade. Em Parintins você passa em qualquer esquina vê pessoas se prejudicando com o lixo, com a fumaça. É isso que acontece. A gente vê urubus comendo dejetos na rua”, comentou. “É a realidade que a nossa cidade está se encontrando. É uma crítica e é a realidade. Não é um surrealismo isso daí, é o realismo e é aquela coisa que está acontecendo na cidade”, finalizou Arildo.

 

Daniel Sicsú/JI

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