Médico confirma segunda onda da Covid-19 em Parintins, e com mais internações que no início da pandemia

Alberto Figueiredo disse que a situação é crítica e que recentemente enfrentou o pior plantão desde o início da pandemia.

O médico urologista Alberto Figueiredo, um dos mais renomados profissionais de saúde do interior do Amazonas confirmou em entrevista a uma emissora de rádio que Parintins, segunda maior cidade do estado, vive a segunda onda de infecção do novo coronavirus. O profissional alertou que a diferença para o início da pandemia, é que hoje o índice de internação é muito maior e alcançando o número maior de jovens.

A média da semana em Parintins é de 50 internações no hospital Jofre Cohen, unidade de referência no tratamento da covid-19 no município. O hospital tem 90 leitos dedicados ao tratamento da doença.

“Como a população infelizmente não teve consciência de seguir todas as orientações, cuidados, principalmente a população mais jovem, eu acho que essa parcela está levando a contaminação para casa, para os mais idosos. Percebemos também que a faixa etária do nosso corredor vermelho está diminuindo, com pacientes mais jovens no estado da doença mais grave”, relatou.

Alberto disse que a situação de maior gravidade tem deixado a todos os profissionais de saúde em alerta. “Ontem eu estive de plantão e com certeza foi o plantão mais pesado desde o início da pandemia. Tivemos duas intubações, tivemos a necessidade de transporte para Manaus, mas infelizmente o paciente teve uma parada durante o transporte para a aeronave e tivemos que voltar. A situação é bem crítica“, alertou.

 

Quadros graves

Alberto Figueiredo lembrou que mesmo em pessoas mais jovens a casas de gravidade irreversível da covid-19, ao lembrar do parintinense Klinger Araújo recentemente falecido em Manaus por conta das consequências da enfermidade.

O profissional também destacou as ações da Prefeitura de Parintins e Secretaria de Saúde no apoiamento aos profissionais de saúde e estruturação das unidades para um enfrentamento a pandemia, além da atenção liberada a população, especialmente a mais idosa.

 

Márcio Costa/AmEmPauta

 

 

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