Morre jornalista Valda Amaral, diretora da Rádio Novo Tempo de Parintins

Valda do Amaral Coelho foi ativista política durante a ditadura militar

A jornalista Valda do Amaral Coelho faleceu na tarde deste sábado, 16 de maio, por volta das 13h30min, vítima de infarto. O corpo será velado no período noturno na Câmara Municipal de Parintins e no domingo pela manhã será transladado para a 1ª Igreja Batista de Parintins, onde segue à tarde para o Cemitério São José. Valda Amaral trabalhava há 38 anos Câmara Municipal de Parintins e há 14 anos comandava a diretoria de jornalismo da Rádio Novo Tempo. Ela contribuiu muito com a população da cidade de Parintins.

Valda Amaral é natural do Estado do Pará, nasceu em 30 de março de 1939 na cidade de Juruti e tem 76 anos. Filha de Américo Batista Coelho e Maria do Amaral Coelho, ela é irmã do vereador Everaldo Batista e tem quatro filhas, sendo elas Nilce Helena, Regina Cláudia e Maria Tereza, as quais moram na cidade de Fortaleza-CE, além de Kátia Cristina, residente em Manaus. Valda Amaral morou em vários estados do Sudeste e do Sul do Brasil, passando a maior parte de sua juventude em Santarém-PA, onde concluiu o Curso Normal no Colégio Santa Clara. Formou-se em Jornalismo no Estado de Goiás e Licenciatura em Letras no Estado de São Paulo. Após muitos anos vivendo entre Santarém e Parintins, no ano de 1968 escolheu nosso município para morar em definitivo.

Valda Amaral trabalhou no Fórum de Justiça como Escrevente Juramentada Substituta de Tabelião, logo depois passou a exercer a função de jornalista em Parintins, trabalhando em vários jornais como Médio Amazonas, Jornal Parintins, Jornal A Força da Ilha, entre outros. Como escritora Valda Amaral publicou dois livros: Ecos do Silêncio e Pôster Poema Ser, além de terceira obra em fase de conclusão, denominada Vidas. Ela foi contratada em 05 de maio de 1983 pelo então presidente Edson Gadelha, onde exerceu nesta Casa Legislativa a função de Assessora de Imprensa por 17 anos. Atualmente Valda Amaral era aposentada, mas tinha um caso de amor com a Casa Legislativa e com a cidade de Parintins.

No dia 04 de dezembro de 2013, em sessão ordinária, o vereador Rildo Maia (PSD) apresentou o Projeto de Decreto Legislativo nº 30 que concede o Título de Cidadania Parintinense à jornalista e radialista Valda do Amaral Coelho, em reconhecimento e valorização dos relevantes serviços prestados ao município de Parintins. A ideia de homenageá-la partiu primeiramente dos funcionários que estavam todos os dias com ela, os quais sabem do seu amor, carinho e da vida dedicada a esta terra, ao município de Parintins. Contudo, a entrega do título não aconteceu.

Ela sempre dizia que não nasceu aqui, mas que daqui de Parintins não sairia, por ser a cidade a qual ama, que lhe acolheu e onde conquistou muitos amigos. A jornalista Valda Amaral trabalhou diretamente com os arquivos desta Casa Legislativa e através deles a história de Parintins está sendo contada. A Câmara Municipal e a cidade de Parintins têm essa gratidão com a Valda Amaral. Nesta sessão os vereadores Ernesto Cardoso (PTN), Everaldo Batista (PROS), Gelson Moraes (PROS), Juliano Santana (PDT), Maildson Fonseca (PSDB), Nelson Campos (PRTB) e Rai Cardoso (PMDB) não economizaram adjetivos para qualificar a homenageada. Eles destacaram o carinho de Valda Amaral por cada vereador e funcionário da Câmara de Parintins, bem como disseram que a homenageada é conselheira, uma mulher determinada, sábia, dedicada a política e ao jornalismo, além de ser uma “enciclopédia viva”.

No dia 26 de agosto a Associação Artística de Rádio Difusão Comunitária e Televisão Novo Tempo completou 14 anos de implantação na cidade de Parintins. Portanto, o jornalismo da Rádio Novo Tempo também completou 14 anos, tendo à frente a jornalista Valda Amaral. O Presidente da Câmara Everaldo Batista sempre ressaltou a imparcialidade da equipe de jornalismo da Novo Tempo, principalmente pela atuação da jornalista Valda Amaral, a qual sempre esteve empenhada em  fazer o melhor jornalismo. A Câmara Municipal de Parintins decretou luto oficial de três dias.

 

 

Por Mayara Carneiro

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