Gov-03

O causo do dia.

Fato ocorrido em 1978.

Quando adolescente era bem pittizinha (vaidosa, prafrentex.)

Quando o meu irmão Galeguinho começou namorar a Lucinha (minha cunhada irmã querida), eu sempre ia encher o saco dela lá na Cordovil aos domingos, na casa da saudosa dona Ermínia, e dona Orita, vó e mãe dela. Quando eu lá chegava, gostava de bisbilhotar as coisas dela, ela tinha uns sapatos plataforma salto número 15cm de todas as cores, tinha um cor de vinho que eu achava lindo lindo, e vestidos longos com fendas.

Então, em um desses domingos, aproveitando que todos descansavam após o almoço, eu resolvi agir de “má fé”, e na surdina, peguei o tão cobiçado sapato cor de vinho, e resolvi calçar para dar um passeio na rua Cordovil, aquela bem chique.

Ressaltando, que aos 12 anos eu media + – 1m65cm, era magrelinha e as canelas eram dois cabitos.

Foi então que saí na rua, de short curto e aquele sapato incrível.

Meio desajeitada comecei a desfilar em direção sentido Nações Unidas, a intenção era apenas me aparecer na frente da casa, mas como gostei, resolvi ir e vir, e ir e vir…

De repente, ouço uma voz masculina vindo da casa do Biúca, ele gritava: – Fala perna de pau!!

Quando eu percebi que eram direcionados a mim aqueles gritos seguidos de risos… Ah, ele estava chamando a atenção da vizinhança, então eu mais que depressa me abaixei, tirei os sapatos e sai correndo pra casa, sob o asfalto quente, nas pontas dos pés.

A zoeira continuou, até eu entrar na casa, e dar de cara com a dona, que já estava acordada. Afs, acredito que desde esse episódio, o povo dessa rua não mais me viu nas redondezas, o constrangimento foi grande🙈

-Fala perna de pau! Não foi legal, viu!?

 

Por Concy Rodriguez, colunista JI

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