Campanha Caburi

O Dia do Índio – Os Parintintin

Pouco há para se comemorar neste dia 19 de abril

Há registros escassos sobre os Parintintin – relatos sobre seus ataques ao longo do rio Madeira – anteriores à sua “pacificação”, que se deu por uma expedição liderada por Curt Nimuendajú em 1922-3.

Semelhanças fonéticas com os Urubu Ka’apor do Maranhão sugerem uma origem costeira do grupo, confirmada por narrativas orais sobre uma jornada rio acima de uma “terra sem água” até sua localização presente, atravessando uma área extensa em que não se via margens por dois dias (possivelmente o baixo Amazonas).

A primeira referência histórica aos Kagwahiva data do final do século XVIII, quando, de acordo com pesquisa de Nimuendajú, eles estavam localizados na confluência dos rios Arinos e Juruena, formadores do Tapajós. Nimuendajú (1924) reconstruiu a história do seu grupo ancestral, chamado “Cabahyba” por Martius, o qual fez uma primeira menção a eles no Tapajós em 1797.

Os Kagwahiva foram expulsos do Tapajós por portugueses e Munduruku em meados do século XIX, dispersando-se na direção oeste rumo ao Madeira (Menenedez 1989), onde os Parintintin estão agora situados; mas também ao rio Machado, onde Lévi-Strauss, e antes dele Rondon e Nimuendajú, encontrou os “Tupí-Cawahíb”; e, ainda, ao longo do Machado até a região central de Rondônia, em cujas terras altas estão hoje os Urueu-wau-wau, Amondawa e Karipuna.

Ao longo da história, as fissões constituíram um processo continuado. Os muitos grupos Kagwahiva em guerra uns com os outros na região devem ter se dividido depois de chegarem na área, vindo sucessivamente do Tapajós.

 

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No que concerne aos Parintintin, tratava-se de um pequeno grupo guerreiro que durante o final do século XIX e início do XX esteve em conflito com seringueiros ao longo dos 400 Km do rio Madeira, depois de ter sido levado do Tapajós, pelos Munduruku, até a região do Madeira.

No final do século XIX, é provável que Byahú fosse o chefe de todos os Parintintin. Após sua morte (em uma emboscada de um Pirahã), eles se dividiram em subgrupos: o filho de Byahú, Pyrehakatú, subiu ao vale do Ipixuna e se tornou chefe ali; enquanto Diai’í, depois da morte de Byahú, liderou o deslocamento de um grupo até a região do alto Maici, onde Nimuendajú estabeleceu seu posto de pacificação; um terceiro grupo rumou para o sul, perto da boca do rio Machado, liderado por Uarino “Quatro Orelhas”.

Depois da pacificação, postos do SPI (Serviço de Proteção aos Índios, órgão precursor da Funai) foram instalados. Um deles em um canavial no Ipixuna, e outro perto do seringal Calamas. Em 1942, quando o SPI passava por uma crise econômica e institucional, sua atuação no local foi encerrada sob o pretexto de punir um chefe insurgente, o filho adotivo de Pyrehakatu, Paulinho Neves (Ijet), que então se tornou o chefe na área do Ipixuna.

Grupos Parintintin também viviam perto de Três Casas, no seringal de Manuel Lobo, o qual chamou o SPI para iniciar a pacificação em 1922. Posteriormente, nos anos 70, foi instalado ali um posto indígena, já sob a gestão da administração da Funai em Porto Velho.

 

História do Dia do Índio

Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?

 

Origem da data 

 

Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

 

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

 

Comemorações e importância da data 

 

Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. 

 

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

 

 

Fonte/fotos: Pesquisa/Internet

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