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Opinião | Bolsonaro chama Omar de anta amazônica

O vice-presidente da Câmara, deputado federal Marcelo Ramos (PL) já tentou de todo jeito esconder sua raiz comunista...

Xingamentos animais

Se a CPI da Covid fosse um zoológico, poderíamos dizer que o local pegou fogo e bicharada anda solta nesse período de recesso dos trabalhos legislativos. Como reflexo da Comissão Parlamentar de Inquérito — que azedou de vez a relação entre muitos membros com presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — e tornou o clima beligerante, desde o suposto caso de corrupção na compra da vacina Covaxin, “xingamentos animais” passaram a ser desferidos de ambos os lados.

Anta amazônica

Ontem (19), em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro chamou o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD), de “anta amazônica” e destacou que foi uma emenda de autoria do parlamentar amazonense que visava a compra de imunizantes a qualquer preço e sem certificação da Anvisa.  “Quem queria comprar vacina não interessando o preço e sem passar pela Anvisa era o Omar Aziz. Isso está documentado numa emenda que ele apresentou numa Medida Provisória nossa sobre vacina. Imagina se aprova isso, hein, Omar Aziz? Mais conhecido como anta amazônica. Anta amazônica. Imagina se tivesse passado isso?”, indagou.

Macaco guariba

Em resposta, Omar Aziz retrucou na mesma moeda, afirmando em publicação nas redes sociais, que a CPI da Covid não tem anta, mas onça e que elas vão pegar o “macaco guariba”. “Presidente, uma dica: estude a fauna Amazônica. O predador do macaco guariba é a onça. Esses militares que estão ao seu lado sabem disso, eles serviram no meu Estado. Pergunte deles. Que fique claro: na CPI não tem anta, tem onça. E as onças vão pegar o guariba. Pode acreditar”, ameaçou.

Tramando o golpe

O vice-presidente da Câmara, deputado federal Marcelo Ramos (PL) já tentou de todo jeito esconder sua raiz comunista, mas mesmo que tenha estudado sobre liberalismo e tenha se filiado ao Partido Liberal, a herança vermelha não permite o rompimento total com a esquerda. Nos bastidores de Brasília, comenta-se que Ramos articula, junto a partidos de esquerda, um golpe para derrubar o presidente do Congresso Nacional, deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e assumir o comando do parlamento.

Impeachment

A sanha golpista tem um motivo: Ramos tem acertado com líderes da esquerda que, se assumir o cargo, dará andamento aos 126 pedidos de impeachment contra Bolsonaro que tramitam na Câmara. O comentarista político Kim Paim afirmou, em publicação no Twitter, que Ramos já se acertou com PT, PSB e PSD para pôr em curso o golpe contra Lira e posteriormente a derruba do presidente.

Delírio comunista

Ciente das negociatas, o também deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos) chamou de “delírio comunista” a atitude de Marcelo Ramos. “Pedidos de impeachment do Bolsonaro são delírios de quem foi formado achando que o Comunismo é melhor para o País. Delírios de quem grita que o maior esquema de corrupção do País não desviou um real do dinheiro público!”, disse.

No PL, não

A articulação audaciosa pode custar caro a Marcelo Ramos. No PL, por exemplo, ele sabe que não terá mais espaço, já que em nível nacional a sigla deve apoiar a reeleição de Bolsonaro, e no Amazonas, é dado como certa a ida do partido para base de apoio à reeleição do governador Wilson Lima (PSC). O presidente do PL local, o ex-senador Alfredo Nascimento, esteve junto com Wilson em Brasília, onde selaram o acordo. Alfredo, inclusive, acelera o passo na sua articulação para uma das oito vagas de deputado federal e deve contar com máquina estadual para isso em 2022.

O PL é um dos partidos que tem tempo de TV e Fundo Eleitoral robusto, e é sempre muito cortejado nos pleitos eleitorais.

 

 

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