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Opinião | Bolsonaro diz que não vai apoiar ninguém no 1º turno das eleições municipais

Na manhã desta sexta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma declaração afirmando, mais uma vez, que decidiu não participar do 1° turno das eleições para prefeitos em todo o Brasil.

Sem tempo

“Tenho muito trabalho na presidência e, tal atividade, tomaria todo meu tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia”, afirmou Bolsonaro.

Aliança pelo Brasil

O presidente disse que vai continuar o movimento para viabilizar a criação do Aliança pelo Brasil. Não houve tempo hábil para a criação do partido, além das dificuldades enfrentadas para a validação das assinaturas.

Até o último balanço divulgado, o Aliança havia apresentado mais de 80 mil fichas assinadas ao TSE, mas, apenas 6.605 foram aprovadas – menos de 2% do necessário.

Plano B

Bolsonaro não vai depositar todas as suas fichas na criação do novo partido. Sabe que vai encontrar inúmeras dificuldades, em especial no judiciário. Por conta disso, também afirmou que tem conversado com 3 outros partidos para o caso do partido não se concretizar a tempo.

O PSL e o Republicanos estão com conversas bem adiantadas.

Decisão em 2021

Segundo o presidente a decisão sobre o partido vai ficar para 2021. Apesar do prazo de filiação partidária previsto na Lei das Eleições (Lei n° 9.504/1997) ser de seis meses antes das eleições, o que daria um deadline maior para o presidente caso surja outras dúvidas ou empecilhos.

Beijo do Bolsonaro

A todos os 700 mil políticos que serão candidatos a prefeito e vereador nas eleições de novembro em todo o Brasil e aos 147 milhões de eleitores, Bolsonaro desejou uma boa e feliz eleição.

“Boa sorte a todos os candidatos e, principalmente, aos eleitores nessas escolhas”, salientou o presidente Jair Bolsonaro.

Motivos

Entre os motivos que levam o presidente a tomar essa decisão, temos o cenário dividido entre aliados de direita, que colocaria o presidente em uma saia justa para ter que escolher um nome em cada município para apoiar, já que em 2022 ele quer o apoio de todos para a sua reeleição. Além da pressão de partidos do Centrão para que ele ficasse de fora e não interferisse no processo eleitoral.

Banho de água fria

Entre os candidatos à prefeitura de Manaus, aliados do presidente Bolsonaro, quem mais perde com a definição do presidente é o ex-superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes, que não só alimentava esse sonho, como vendia essa promessa para aliados, empresários e eleitores.

Desprestigiado

Após ser demitido da Suframa por Bolsonaro, Menezes mais uma vez mostra que não tem todo esse prestígio no Planalto e volta suas fichas e esperança para o vice-presidente Hamilton Mourão.

STJ afasta Witzel

O governador Wilson Witzel acaba de ser afastado do cargo por 180 dias por decisão do STJ. A Polícia Federal também cumpre mandados de busca contra a primeira-dama, Helena Witzel.

A operação decorre de investigações sobre desvios em contratos da Saúde e prendeu o presidente do PSC, Pastor Everaldo e o ex-secretário Lucas Tristão.

Nova Pesquisa Eleitoral

A 2ª Pesquisa Direto ao Ponto de Opinião, realizada em parceria com o Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN), entre os dias 18 a 25 de agosto, irá divulgar na próxima segunda-feira (31) as intenções de voto para a prefeitura de Manaus deste ano.

A pesquisa também traz uma avaliação das gestões do governador Wilson Lima e do prefeito Arthur Virgílio, e o impacto nas eleições de um apoio direto de ambos, além dos apoios de Bolsonaro e de Lula, questões relacionadas aos problemas da cidade, pandemia e se os manauaras estão acompanhando a CPI da Saúde.

Foram realizadas 1.000 entrevistas presenciais. A pesquisa tem registro no TSE sob o número AM-06914/2020.

 

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Postado por Carlos Frazão/JI

 

 

 

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