Opinião | Coronavírus: eleições podem ser adiadas

Em videoconferência o ministro da Saúde, Luiz Mandetta disse que só em setembro a contaminação do novo coronavírus no Brasil irá diminuir.

As eleições municipais deste ano correm o risco de serem adiadas por conta do coronavírus. Ministros do TSE, senadores e deputados demonstram preocupação com o fato.

Cancelada

A eleição suplementar no Mato Grosso para substituir a senadora Juíza Selma Arruda (Podemos-MT), que teve o mandato cassado em dezembro de 2019, estava marcada para 26 de abril, foi adiada pela presidente do TSE, a ministra Rosa Weber, na última terça-feira (18), pelo mesmo motivo.

Queda da contaminação

Em videoconferência o ministro da Saúde, Luiz Mandetta disse que só em setembro a contaminação do novo coronavírus no Brasil irá diminuir.

Inviabilidade

As campanhas eleitorais estão previstas para começar dia 16 de agosto, entretanto se as restrições durarem até setembro, as convenções partidárias e a própria campanha poderão se tornar inviáveis. Pela lei eleitoral, o prazo para escolha dos candidatos a prefeito é de 20 de julho até 5 de agosto.

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro.

O que pode acontecer

Entre as diversas propostas para alocar os R$ 2 bilhões do fundo eleitoral no combate ao Covid-19, surgiu uma ideia mais ousada: cancelar as eleições municipais deste ano e estender o mandato dos atuais prefeitos e vereadores até 2022.

Reformas

O deputado Léo Moraes (Podemos-RO) iniciou uma consulta ao TSE sobre o assunto. A mudança promoveria a unificação das eleições, algo debatido há alguns anos no Congresso com objetivo de economizar e, claro, evitar o tumulto e os riscos que a pandemia traria às convenções e às campanhas.

Talvez essa seja a melhor hora para uma ampla reforma política e administrativa que diminua o número de parlamentares em todos os níveis, acabem com a reeleição, com as vantagens e as mordomias dos três poderes.

“Muito cedo”

Por outro lado, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que presidirá o TSE a partir de maio, disse que está cedo para discutir mudanças nas eleições.

“Estamos em março. As eleições serão em outubro. Não há razão para se cogitar o adiamento. A renovação dos mandatos políticos é um dos ritos mais importantes da democracia e da República. Tenho confiança de que até lá a pandemia já terá sido controlada”, declarou otimista.

Abrem mão do fundão

 

Entre os 20 possíveis pré-candidatos à prefeitura de Manaus, poucos se manifestaram a respeito da possibilidade de abrir mão do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para que o recurso seja usado para o combate ao coronavírus.

Capitão Aberto Neto, Chico Preto, Felipe Souza, Josué Neto e José Ricardo, toparam abrir mão do recurso.

 

Ação conjunta

O governador Wilson Lima e o prefeito Arthur Virgílio se uniram para combater o avanço do coronavírus.

Em suas redes sociais o prefeito reconheceu haver “atritos” entre as duas administrações, mas afirmou que a saúde do povo de Manaus está acima de qualquer questão pessoal.

“Vírus letal”

“Eu entendo que trabalharmos juntos é mais útil para o povo de Manaus. Eu lhe estendo as mãos e espero reciprocidade. O corona é letal. Está na hora de juntarmos as possibilidades do Estado com as possibilidades de Manaus”, disse Arthur.

Parceria aceita

“Aqui na capital nós temos 2 milhões de habitantes e eu não abro mão da parceria com a Prefeitura de Manaus, com sua experiência e com o trabalho da sua equipe. Vamos juntos encontrar caminhos pra que a gente possa superar essa dificuldade e essa guerra que temos pela frente”, respondeu Wilson Lima.

Taxação de grandes fortunas

O senador Plínio Valério (PSDB) quer a aprovação urgente do seu projeto que taxa as grandes fortunas para ajudar no combate ao coronavírus.

O Brasil possui 206 bilionários que, juntos, acumulam uma fortuna de mais de R$ 1,2 trilhão.

Se o país taxasse o patrimônio trilionário dessas famílias em apenas 1%, seria possível arrecadar R$ 80 bilhões.

 

 

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Postado por Carlos Frazão/JI

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