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Opinião | Fim das coligações vai afetar candidatura de políticos no Amazonas

Os partidos pequenos também têm motivos para se preocupar.

Farra dos partidos

Pelo menos para a próxima eleição, o Brasil está livre da farra dos partidos de aluguel que, sem força para eleger deputados, se penduram em siglas maiores e formam alianças de ocasião.

Como o Direto ao Ponto havia antecipado após conversar com senadores do Amazonas e fontes de Brasília, o Senado barrou essa semana a emenda que havia sido aprovada na Câmara que alterava a regra que vigorou em 2020, na escolha dos vereadores. Ela será mantida em 2022.

Os partidos elegerão deputados estaduais e federais de acordo com a sua capacidade de mobilização, sem dar carona nas coligações para aqueles que emprestam seu tempo de TV aos candidatos a governador em troca do financiamento de campanhas e de cargos em futuros governos.

Rearrumação

É fácil entender. Sem coligações, vai acontecer o que chamam de rearrumação de sobrevivência. Já que é cada partido com sua chapa, os candidatos, especialmente os novos, mas também os com mandato, vão procurar se encaixar nos partidos que ampliam suas chances de eleição.

Vai ter muito partido com dor de cabeça para fechar chapa e as fusões partidárias devem ampliar nos próximos meses. Principalmente os pequenos.

Vale ressaltar que em 2020 houve redução de 73% no número de partidos com representação nos Legislativos municipais.

Essa tendência irá se repetir no pleito do ano que vem.

Exemplo 1

O Republicanos de Silas Câmara e Capitão Alberto Neto terão dificuldades para manter a reeleição dos dois.

Isso porque possivelmente só a votação de ambos não seja suficiente para atingir o quociente eleitoral para reeleger os dois.

Além da dificuldade de trazer outros nomes para disputar uma vaga pelo Republicanos.

Exemplo 2

Para a campanha de deputado estadual as dificuldades serão as mesmas. Vamos usar como exemplo o PP, dos deputados estaduais Belarmino Lins, Álvaro Campelo e Dra. Mayara Pinheiro.

Hoje, dificilmente o partido conseguiria reeleger os três deputados.

Aí entra aquela ciranda imaginária: quem tem três deputados elege dois, se um sair elege um, e por aí vai.

Partidos pequenos

Os partidos pequenos também têm motivos para se preocupar.

Muitos sempre precisaram se coligar por não conseguir atingir o quociente eleitoral.

O PCdoB é um desses exemplos. Sem a possibilidade de coligação, dificilmente o partido teria condições de eleger um deputado estadual e um deputado federal.

Por isso, com as regras já definidas, fusões irão acontecer, além de algumas mudanças de partido quando abrirem as janelas partidárias. Podem apostar que vai ter muito vai e vem.

Fusões

Agora, com a aprovação da Reforma Eleitoral pelo Senado, não há outro caminho para muitos dos partidos, que não seja a fusão. Com o estabelecimento de novas regras, o fator cláusula de barreira passa a exigir esta necessidade de sobrevivência eleitoral.

Todas as tratativas giram em âmbito nacional.

PSL e DEM

Entre os partidos que estão bem adiantados nas conversas estão o PSL, do deputado federal Delegado Pablo e o DEM do ex-deputado Pauderney Avelido.

PSB, PDT e PCdoB

O PSB, do deputado estadual Serafim Correa, o PDT do ex-deputado Hissa Abrahão e o PCdoB da ex-senadora Vanessa Grazziotin, também avançam nas conversas para uma possível fusão.

PP e Republicanos

O PP, do deputado Átila Lins e o Republicanos, do deputado Silas Câmara, também avaliam a união dos partidos.

PV, Cidadania, Rede

O PV do presidente da Aleam, Roberto Cidade, a Rede do ex-deputado Luiz Castro e o Cidadania de Jesus Alves podem se unir buscando a sobrevivência.

Outros partidos

Há também a possibilidade de união entre PTB, PSC, PROS, PRTB, Patriota, PL, PTC e DC.

Com o jogo eleitoral já em
definição, os políticos e partidos irão repensar suas estratégias eleitorais.

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