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Opinião | Quem pagará a conta do adiamento das eleições municipais?

A obtenção da ampla maioria de votos na Câmara foi o resultado de acordos que ainda serão cumpridos.

O Congresso Nacional promulgou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as datas das eleições de 2020.

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, expuseram ao longo do encontro que a aprovação da PEC era fruto de um entendimento entre as casas.

“Que bom que conseguimos construir essa conciliação juntos. Com independência, mas com harmonia”, declarou Alcolumbre.

Acordos

A harmonia da sessão desta quinta, porém, não traduz com exatidão as negociações que levaram à aprovação da PEC e os impactos que a modificação das datas das eleições trará ao cenário político.

A obtenção da ampla maioria de votos na Câmara foi o resultado de acordos que ainda serão cumpridos.

Impactos

O adiamento para 15 e 29 de novembro poderá trazer impactos, não apenas para os candidatos na esfera municipal, mas também, para os políticos do plano federal, como o presidente Jair Bolsonaro, seus apoiadores e opositores.

Centrão

Muitos deputados, especialmente do Centrão, indicavam que não votariam a favor do projeto.

Alinhados aos prefeitos de suas bases, alegavam que outras duas alternativas seriam melhores: a manutenção da eleição na data inicialmente prevista ou a suspensão do pleito até o término da pandemia, sem o estabelecimento de uma data.

Essa era a linha da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que reúne prefeitos de todo o país.

Opiniões alteradas

Reuniões nos últimos dias (incluindo o fim de semana) entre Rodrigo Maia e integrantes do Centrão foram necessárias para que opiniões fossem alteradas.

Essa troca do apoio se deu pela garantia da manutenção da recomposição dos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE), até, no mínimo, o fim de 2020.

Além do acordo político para a aprovação da retomada da propaganda partidária em cadeia de rádio e TV.

Aval

Apesar das ideias gerarem mais custos ao governo federal, o adiamento das eleições não foi contestado de maneira integral pelo presidente, pelos seus filhos e pelos bolsonaristas.

Quem ganha

Certamente teremos um comparecimento às urnas muito menor. E eleições com menos comparecimento costumam beneficiar quem já está no poder.

Outro componente específico das eleições de 2020 é o intervalo menor entre o primeiro turno e o segundo, que na eleição deste ano será de duas semanas, e não das três habituais. Com menos tempo, há menos espaço para a apresentação de novas propostas e também para viradas.

292ª reunião do CAS

Ontem (2) o Conselho de Administração da Suframa (CAS) realizou a 292ª Reunião Ordinária em que analisaram 29 projetos industriais e de serviços com US$ 112 milhões em investimentos e a geração de 1.148 novos empregos.

O terceiro encontro do Conselho em 2020 foi o primeiro com a presença do novo superintendente da Suframa, Algacir Polsin e foi presidida pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa.

Cobrou

O deputado Capitão Alberto Neto foi o único parlamentar da bancada federal a participar da reunião.

Alberto cobrou o secretário da economia, Carlos da Costa, para tirar do papel o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e transformá-lo em um Centro de Bionegócios, tornando-o em uma nova matriz econômica do Amazonas.

Em resposta

Carlos da Costa foi direto ao ponto e garantiu que o CBA vai sair do papel.

“O senhor está na minha prioridade pessoal. Até o final deste ano iremos tirar o CBA do papel”, garantiu Carlos da Costa.

 

 

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Publicado por Carlos Frazão/JI

 

 

 

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