Parintins celebra a Vigília Pascal

Na noite deste Sábado, começa a grande celebração da Vigília Pascal, presidida pelo bispo diocesano Dom Giuliano Frigeni, na catedral de Nossa Senhora do Carmo, às 21:00h

O sábado é o segundo dia do Tríduo. “Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição” (Circ 73).

É o  dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho. Deus morreu. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz “por que me abandonaste?”, agora ele cala no sepulcro. Descansa: Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüênte. O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: “nós o experimentávamos… “, diziam os discípulos de Emaús.

É um dia de meditação e silêncio. Algo parecido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: “Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento” (Jó. 2, 13).

Ou seja, não é um dia vazio em que “não acontece nada”. Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto,

À noite começa a grande celebração da Vigília Pascal. A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:

Abençoa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras dos anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.

Segue depois a Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine na aurora do Domingo.

É a Missa da alegria, onde se proclama o “EXULTE” e se celebra a Ressurreição de Jesus.

“Cristo ressuscitou, aleluia, venceu a morte. Aleluia”.

 

 

Irmã Maria Helena Teixeira/Colaboradora JI

Fotos:Carlos Frazão/JI

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