PM cobra CNH em Parintins e anuncia fiscalização rigorosa no trânsito

Tenente coronel Valadares Pereira Júnior

PARINTINS, AM – O comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Valadares Pereira Júnior, anuncia intensificação das fiscalizações iniciadas no final mês de fevereiro e início de março deste ano no  trânsito de Parintins para cobrança da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A tendência é aumentar o rigor das operações, com aumento do número de policiais em motocicletas  nas ruas até o final da primeira quinzena de abril, com equipes também em viaturas.

Segundo o oficial da PM, a intenção é que os militares nos carros diariamente, junto com o planejamento dos locais indicados por estatística, façam operações blitz, assim como os policiais nas motocicletas fiscalizem no fluxo de trânsito quem tem habilitação. A partir do segundo semestre, no mês de julho ou agosto, a Polícia Militar vai começar intensificar a fiscalização sobre a documentação dos veículos, sem deixar de lado, de forma alguma, a da CNH. “Avisamos há nove meses que haveria essa fiscalização. Houve toda uma mobilização, por conta dessa demanda que a gente criou, tanto na auto escola, como no Detran. No Detran, passa de mil o número de pessoas, nesse período, de janeiro para cá, que correram e iniciaram o processo de retirada da CNH. Na auto escola, ultrapassa quatrocentos o número de pessoas que procuraram para retirar a CNH, depois de ir ao Detran”, avalia Valadares Júnior.

O comandante da PM observa que, do Detran para a auto escola, existe um vácuo de 600 pessoas que não apareceram e deverão comparecer. “Esperamos, com aumento do rigor da fiscalização, até dezembro desse ano, que esse número de pessoas realmente indo a auto escola e fazendo todo o processo, chegue a mil e quinhentos. Eu particularmente, vejo isso com muito bons olhos. Se a gente conseguir manter essa campanha, nós deveremos, ao longo de dois ou três anos, ir para perto de dez mil”, argumenta.

Atualmente, o número de habilitados em Parintins gira em torno quatro mil pessoas. Valadares Júnior, em consulta ao Ministério das Cidades, verificou que o município possui 14 mil veículos. “Vamos passar a ter grande número de pessoas habilitadas. Com o rigor nas ruas, vão desaparecer as figuras dos menores, das pessoas não habilitadas e dos embriagados nos finais de semana, e também, depois com a cobrança da regularização, vamos retirar veículos em más condições de trafegar”, alerta.

PLANEJAMENTO

Valadares Júnior afirma que o planejamento da PM começou a ser montado entre os meses de maio e junho de 2014, pensando em melhorar as condições do trânsito, as fiscalizações, avaliando a importância do veículo regularizado, o cidadão consciente e preparado para dirigir. “Acabamos definindo até novembro do novembro de 2014 essa estratégia de começarmos pela CNH, porque é mais importante você ter pessoas conscientes e preparadas. Para isso, tem de tirar a CNH”, pondera.“Essa preparação, claro, que vai passar pelo processo da retirada da carteira de habilitação pelas aulas de legislação, exame psicotécnico, de saúde e finalmente o teste final que é a direção para a pessoa dirigir. Acreditamos que a partir daí não só no trânsito, mas em qualquer segmento, as pessoas, estando mais esclarecidas, vão responder melhor a tudo que acontece no meio social”, analisa o coronel da PM.

Se a pessoa passou por todas as fases para retirada da CNH, estará preparada e legalizada para conduzir veículos. “Se a legislação prevê isso, na nossa estratégia, a gente pensa que tem que ter um povo educado, apropriadamente, para dirigir veículo. Ai, nesse rigor da fiscalização, pensamos iniciar esse filtro onde até o final do ano nós imaginamos ter 70% de pessoas circulando na cidade com habilitação, não só pelo fato de terem tirado a carteira, mas pela fiscalização está nas ruas, assim como aconteceu com o capacete”, acrescenta.

 

 

RESPONSABILIDADE DE FISCALIZAR

Valadares Júnior diz que alerta desde o final do primeiro semestre de 2014 sobre rigor maior na fiscalização, haja vista a PM ser órgão fiscalizador específico, com a falta de municipalização do trânsito em Parintins e o posto local do Detran-AM sem estrutura adequada, nem equipe. “Então, recai sobre a PM, representante do Estado, assim como o Detran, que faz fiscalização através do policiamento ostensivo, tentar ordenar o trânsito na cidade até que seja municipalizado”, destaca.

O oficial recorda que, conseguiu colocar em prática o uso obrigatório do capacete, quando comandou pela primeira a corporação em Parintins, entre 2007 e 2008, em uma articulação por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). De acordo com Valadares Júnior, que atualmente é presidente do GGI municipal, apesar de o gabinete não está atuante como no passado, a PM tenta fazer valer o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de 1997, que prevê muitas coisas, entre as quais, o condutor ter CNH e os veículos regularizados junto a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e Detran-AM.

“Desde meu retorno em 2013 para cá e com vista novamente melhoria no trânsito da cidade, levando em conta o grande número de acidentes. Em 2013 chegou a mais de 600 acidentes e em 2014 passou de 700, felizmente com poucos óbitos. Poderiam ter sido muito mais. Em 2013 foram 16 mortes e em 2014 baixou para 9. Mesmo assim, consideramos um número muito alto de acidentes. Mutilaram muitas pessoas que foram para Manaus e estão até hoje com sequelas gravíssimas. Queremos amenizar isso”, afirma.

 

 

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