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Preço das fibras atrai produtores que retomam plantio nas áreas de várzea

Produtores das comunidades Ilha do Bispo, Costa da Águia e Vila Bentes receberam a visita do secretário Edy Albuquerque e do coordenador de compras da CTC, Eronilson Guimarães (Foto: Luis Carlos Roçoda)

A oferta do preço de R$2,50 no quilo da juta e malva estabelecido por compradores como a Companhia Têxtil de Castanhal (CTC) está atraindo produtores de fibras que retomaram o plantio nas áreas de várzea do município. A Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria de Pecuária, Agricultura e Abastecimento (Sempa) está trabalhando para fortalecer a atividade, a mecanização das áreas de plantio e promover assistência técnica visando aquecer a economia e fazer das fibras um produto com representatividade na economia local, cumprindo o que prevê o plano de ação da gestão do prefeito Bi Garcia e Tony Medeiros com o fomento das fibras de juta e malva.

 

Produtores das comunidades Ilha do Bispo, Costa da Águia e Vila Bentes receberam a visita da equipe Sempa, do secretário Edy Albuquerque e do coordenador de compras da  CTC, Eronilson Guimarães da Silva, que conheceram as áreas cultivadas.  “Visitamos localidades produtoras, especialmente de malva e constatamos que os produtores estão voltando com a atividade até porque entendemos que as fibras têm liquidez de mercado, compradores com preços estabelecidos de R$ 2,50 o quilo e isso nos dá um entendimento que precisamos fortalecer a atividade”, esclareceu Edy.

 

O produtor Jorge Martins Pinto, da Ilha do Bispo, confirmou que está animado com a oferta de preço e que vai voltar a plantar. Ele trabalha com fibras desde os 12 anos, já chegou a plantar dois hectares de juta e está disposto a retomar a atividade. “Fiquei animado com o preço de R$ 2,50 porque vou ter dois mil e quinhentos em uma tonelada. Acho que dá pra plantar e fiquei mais animado quando soube que tem uma ajuda com doação de sementes do governo, prefeitura e IDAM e com essa parceria eu acredito que tem muita gente que vai plantar”, comemorou.

 

Na parceria com a CTC, a prefeitura está buscando a difusão de tecnologias, tanto pra cultivo como para o processamento na retirada da fibra que precisa avançar com a introdução de maquinário no sistema de produção. Outra missão é buscar variedades de semente que sejam mais resistentes e precoces no que diz respeito à produção.  A CTC vai encaminhar um maquinário que será adaptado à realidade do município e já está prevista uma visita às cidades de Castanhal e Alenquer no Pará que produzem sementes em larga escala. “Dentro do nosso planejamento pretendemos trabalhar sementes aqui no município para que possamos gradativamente nos tornar independentes em termos de sementes”, afirmou Albuquerque.

Já está acertado com a CTC que para a safra de 2018 e 2019 Parintins terá o equivalente a três toneladas de sementes de malva.

 

 

 

Peta Cid

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