Primeiro do Amazonas, Caps Parintins completa 14 anos

O primeiro Centro de Atenção Psicossocial inaugurado na Amazonas, o CAPS de Parintins, completou nesta terça-feira 14 anos com mais de 28 mil procedimentos realizados. A data foi marcada para uma celebração religiosa comandada pelo bispo de Parintins Dom Juliano Frigeri e contou com a presença do prefeito Bi Garcia, responsável pela abertura do CAPS em 2005, na sua primeira gestão.

O CAPS de Parintins tem atualmente cadastrados 1.800 usuários que participam de várias atividades. Entre eles está Aloísio Barata que agradeceu por sua recuperação e convivência com os funcionários e usuários. “Eu como paciente falo do carinho que tenho pelo centro, pelos funcionários e pelo prefeito que tem um respeito grande por todos nós. Agradeço mesmo”, salientou.

Dona Maria Lúcia disse que chegou muito debilitada e que hoje sua vida mudou graças ao apoio recebido. “Aqui não é lugar de doido. É lugar de quem tem vontade de ser curado. Aqui tenho uma família. O carinho que não temos em casa, nós temos aqui. Somos bem cuidados. Eu amo todos e esta festa está sendo uma benção”, testemunhou.

O chefe do poder executivo, durante seu discurso, destacou investimentos como a compra de um micro-ônibus para atender às necessidades da instituição, com apoio de uma emenda do senador Eduardo Braga. Bi Garcia lembrou emocionado das dificuldades para implantação do projeto pioneiro no estado em 2005. Entre os primeiros resultados, recordou o caso de uma mulher que vivia perambulando nas ruas de Parintins e que foi totalmente recuperada.

“Fui chamado de doido quando quis trazer o CAPS para Parintins. Durante todo esse tempo, ajudamos a transformar e salvar vidas com este trabalho que alcança também pacientes de outras cidades. Hoje contamos com uma grande equipe que conta inclusive com o único psiquiatra do interior do Amazonas”, salientou Bi Garcia.

O secretário Clerton Rodrigues disse que é importante reconhecer o pioneirismo do prefeito Bi Garcia em 2004, momento em que nenhum gestor do Amazonas acreditou no modelo de saúde mental que os CAPS iniciavam naquele momento.

Secom

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