Professores: Asprom Sindical encerra greve e Sinteam faz assembleia neste sábado (25)

Sindicatos que representam os profissionais da educação estão definindo futuro da categoria após a aprovação do reajuste salarial de 4,73%

 

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) anunciou na tarde desta sexta-feira (24) o encerramento da greve dos profissionais da rede estadual de educação. Neste sábado (25), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), outra entidade sindicalista que representa os professores, fará uma assembleia geral para deliberar sobre a continuidade da paralisação que já dura quase 40 dias.

Em nota, o Asprom Sindical afirma que na próxima segunda-feira (27) as aulas serão normalizadas nas escolas estaduais do Amazonas. O Sinteam, no entanto, só vai se posicionar sobre o assunto após o encontro da categoria neste sábado.

“Somente uma assembleia geral pode decidir o futuro da categoria. O sindicato sozinho não tem poder para isso”, afirmou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

Centenas de professores do Amazonas acompanharam na manhã de ontem (23), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), a aprovação do Projeto do Governo e das três emendas parlamentares que visam atender às reivindicações da categoria, em greve desde o dia 15 de abril. A admissão foi unânime, totalizando 20 votos.

Com a medida, os professores garantiram uma reposição salarial imediata de 4,73%, retroativo a março/2019. Além disso, foi aprovada a extensão do vale-transporte para servidores de 40h e 60h; aumento no auxílio-localidade de R$ 80 para trabalhadores da sede e R$ 120 para os da zona rural; reajuste no vale alimentação de R$ 450 para todos os servidores da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc); pagamento das progressões horizontais e verticais; e a desistência, por parte do Governo do Estado, da ação judicial contra sindicato e trabalhadores.

A elaboração de um calendário único para reposição das aulas também estava prevista no projeto aprovado. Para as escolas que paralisaram as atividades parcialmente, será necessário cumprir o calendário de reposição junto com as que paralisaram totalmente. O calendário não valerá para as escolas que funcionaram 100% e será analisado e aprovado pelo Conselho Estadual de Educação.

“O Asprom Sindical fará uma proposta de Calendário de Reposição de aulas para garantir  o cumprimento dos 200 dias letivos, e  encaminhará para a Seduc para contribuir no Calendário que será aprovado pelo Conselho Estadual de Educação”, finaliza a nota emitida nesta sexta-feira.

 

Portal A Crítica

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