Campanha Caburi

Relatos sobre a depressão marcam abertura Setembro Amarelo, em Parintins

Parintins abriu nesta segunda-feira a campanha Setembro Amarelo que incentiva a busca pelo tratamento da depressão, principal causa de suicídio no planeta (Foto: Márcio Costa)

 

Durante a abertura da campanha na sede do Centro de Atenção Psicossocial (Caps Parintins), vários foram os relatos sobre como a doença pode fazer vítimas, mas que podem ter no sistema de saúde de apoio com equipe multiprofissional com psiquiatra, psicólogo, assistente sociais entre outros. O Caps conta ainda com medicação para auxiliar nos tratamentos.

Dona Ana Clarice Azevedo perdeu seu filho há 40 dias atrás, vítima de suicídio causado pela depressão. Ela decidiu fazer parte da campanha para ajudar outras famílias. “Eu sou uma sobrevivente enlutada e não devemos ter vergonha. A depressão vem de várias formas e vocês pais prestem atenção. Não esperar o que aconteceu comigo. Temos que nos prevenir. A dor para mim é eterna e hoje quero ajudar as mães a não passar por isso. Mesmo não tendo a doença em casa, procurem saber e se informar. Vamos procurar ajuda”, disse.

O prefeito em exercício Tony Medeiros que relatou ter sofrido com a doença na juventude disse que Parintins, com o Caps, atende mais de 1.500 pessoas, graças a atenção do prefeito Bi Garcia em 2005. “Somos seres humanos, com altos e baixos. Não é fácil. Você precisa de apoio da família e dos amigos. Isso que nós estamos trabalhando, para superar a doença. Essa é a importância da campanha”, destacou.

O psiquiatra Alessandro Gonzaga diz que o Setembro Amarelo traz a cor do alerta ao suicídio, por conta da depressão. Ele afirmou que em cada 10 suícidios, nove estão ligados a depressão. “Nós temos que ficar atentos e os sinais da depressão são, muitas vezes, ignorados pelas pessoas próximas. São mudanças de comportamento que temos que ficar atentos. Estamos à disposição para ajuda. A depressão tem tratamento, tem como voltar a viver, a traçar metas”, alertou.

Nadson Silva, sargento da Polícia Militar, também fez questão de usar a palavra para falar de sua luta contra a depressão. Confessou que tinha do Caps uma visão equivocada, mas que encontrou atenção e apoio na instituição. “Relutei, mas busquei ajuda. Meus amigos me abandonaram e as pessoas que eu excluia me acolheram. Essa campanha veio para coroar o meu tratamento que está no terceiro mês. Depressão não é frescura”, ressaltou.

O secretário de Saúde, Clerton Rodrigues, disse que a gestão do prefeito Bi Garcia tem feito investimentos importantes na saúde mental por meio do Caps e a realidade da sociedade necessita deste apoio. “Estes males precisam de atenção, deste olhar diferenciado sobre nossos amigos e família para identificar essa doença grave que é a depressão”, comentou.

Doricy Ribeiro, diretora do Caps, salientou que durante todo o mês serão feitas visitas às escolas, universidades e meios de comunicação para levar informações importantes dentro do Setembro Amarelo.

 

 

SEMSA/SECOM

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