Transportadores escolares continuam sem receber

Cerca de 200 trabalhadores que atuam no transporte escolar na zona urbana e rural de Parintins estão sem receber os vencimentos referentes aos serviços prestados nos meses de setembro e outubro. Devido à falta de pagamento, a cooperativa de transporte escolar decidiu paralisar as atividades por duas vezes só em 2015.

Ao discursar na Câmara Municipal, o presidente da casa, vereador Everaldo Batista (PROS), disse que os pagamentos do transporte escolar foram normalizados. Batista reiterou que alguns transportadores não recebem por não estarem repassando as frequências corretamente à Secretaria Municipal de Educação, Desporto e Lazer (Semed).

De acordo com o presidente da Cooperativa de Transporte Escolar Aquaviário e Terrestre de Parintins (Cooptranspin), Adeilson Pereira, as informações repassadas por Everaldo são infundadas. “Isso é mentira dele. As frequências estão na Semed. A semed é que manda para a empresa. A empresa não tem culpa disso. A irresponsabilidade toda está dentro da Semed porque não mandou as frequências para a empresa”, frisa.

Adeilson ressalta que há dinheiro na conta da cooperativa, mas os transportadores não aceitam receber apenas uma das duas parcelas referentes aos serviços prestados. “Nós fizemos um acerto que só iríamos aceitar se fosse pago dois meses e foi depositado somente o mês de setembro. Tem R$ 442.249,20 (quatrocentos e quarenta dois mil, duzentos e quarenta e nove reais e vinte centavos) na conta da cooperativa, só que nenhum transportador não quer receber um mês só. Querem receber os dois meses que foi acordado. O dinheiro está na conta e só vai ser liberado quando cair o outro mês”, explica.

Sobre a paralisação do transporte na Gleba de Vila Amazônia, o presidente da Cooptranspin explica que o fato ocorreu pela falta de combustível. Em decorrência da falta de pagamento pela empresa vencedora da licitação do transporte escolar, o posto de combustível responsável pelo fornecimento decidiu não aceitar as requisições. Nesta quarta-feira (11), a situação foi normalizada e as rotas que atendem a cerca de 12 comunidades da Vila Amazônia voltaram a funcionar.

Licitação

A Prefeitura de Parintins, por meio da Semed, realizou licitação para escolher uma empresa que ficaria responsável pelo transporte escolar. A vencedora foi a firma M. R. da Silva Vieitas Eireles, que ficou incumbida de prestar o serviço por dez meses pelo valor de R$ 7.584.180,00.

Por não ter veículos e nem estrutura para prestar o serviço, a vencedora da licitação terceirizou o transporte e contratou embarcações, ônibus, vans e veículos do tipo Motocar vinculados a Cooptranspin para transportar cerca de 12 mil alunos.

 

Daniel Sicsú / JI

você pode gostar também