Gov-03

Vereador mais votado de Parintins, Massilon Medeiros, fala de algumas proposituras que irá apresentar na CMP

O nobre vereador, que já foi colunista do JI, e abriu um tempinho para conversar comigo.

Economista, advogado, especialista em Gestão Pública (FASE) e Direito Público (LFG), Servidor Público concursado da SEFAZ. Em seus 50 anos, Massilon Medeiros de Cursino acumula experiências e colocou seu nome à disposição dos parintinenses para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal nas eleições de novembro, sendo o mais votado no último pleito. Filiado ao Partido Republicano Brasileiro, já divulgou alguns projetos, causando uma enorme polêmica sobre a obrigatoriedade do emplacamento das motos na Ilha Tupinambarana.

O nobre vereador, que já foi colunista do JI, e abriu um tempinho para conversar comigo.

Carlos Frazão – Nobre Vereador, como se sente sendo o vereador mais votado do último pleito?

Massilon Medeiros  –  Como mais votado sinto-me agradecido pela confiança e ao mesmo tempo ciente que tenho uma responsabilidade muito grande de corresponder aos amigos eleitores.

 

CF – Causou muita polêmica sua entrevista onde disse que vai propor a obrigatoriedade do emplacamento das motos na cidade. Eu concordo plenamente. O que o senhor tem mais a dizer sobre isso?

MM – Não estou inventando a roda, apenas antecipando que vou fazer um indicativo aos órgãos competentes para que cumpram a Lei, o código de Trânsito Brasileiro. Está na lei desde o código antigo e foi repetido no novo código de 1997. E é a primeira obrigação do adquirente.

Claro que temos que fazer uma campanha de conscientização e dar um prazo para a regularização, até mesmo em função do momento delicado que passamos com essa crise sanitária.

Mas, não é nenhum projeto meu, até porque sempre existiu essa norma. Só vou pedir que se cumpra o mandamento legal.

CF – O senhor se aposentou da Agência de Fazenda ou se licenciou?

MM – Não me aposentei da Sefaz, continuo na ativa,  a Constituição  Federal, no artigo 38, inciso II me ampara a ficar nos dois, desde que haja compatibilidade. E a Sefaz me autorizou a flexionar o horário de forma a haver compatibilidade e eu cumpra meu expediente.

Na Câmara só são dois dias de sessão, segunda e terça feira, e acho que posso ser útil tanto na Câmara quanto na Sefaz.

Estou nos dois pelos meios legais, na Sefaz por concurso público e na Câmara por voto.

 

CF – Sendo irmão do vice-prefeito Tony Medeiros, provavelmente deputado estadual, o senhor acha mais fácil ter suas proposituras aceitas pelo Poder Executivo?

MM – O Tony, além de irmão é um grande amigo. Vou torcer para que ele tome a decisão mais acertada e que seja mais favorável à nossa terra. Se ele for para a ALEAM eu estarei pedindo auxílio dele não para o irmão, mas para o parlamentar que fará demandas em prol de nosso povo.

 

CF – Por muito tempo o senhor teve uma coluna bem aceita pelos nossos leitores do JI, contando casos e causos. Por que parou, parou porquê???

MM – Escrever é uma paixão, um exercício de aprendizado. Continuo escrevendo, escrevo no Word e salvo, escrevo em Facebook, onde a interação é imediato e recebo varias interpretações. Mas, notei que grande parte dos leitores  perdeu o interesse em artigos, o que eles passaram a chamar de “Textão”, rsrs

 

CF – O que pode esperar a população parintinenses do mais votado vereador em Parintins?

MM – Estou muito consciente do que vou fazer. Minha intenção é das melhores. Posso até ser mal interpretado, mas tenho que ser realista. Quem votou em mim sabe como sou, por isso fui bem votado. Certamente, não vão gostar de me ver diferente do que sempre fui. Tenho que ser autêntico. Deu bem tempo pra me conhecerem em 18 anos de Chefia da Sefaz aqui. E credito justamente a isso a elástica votação.

CF – Nas rodas de amigos, dizem que o senhor “por ser muito certinho”, não vai aceitar nada de errado na Casa do Povo. É fato ou boato?

MM – Nunca trabalhei buscando ser associado a figura do certinho. Apenas cumpri e cumpro os meus deveres, o certinho pode ter sido consequência. Ser certo deveria ser a regra e não a exceção. Eu sei ceder e ter jogo de cintura, só que dá pra fazer isso sem fazer a consciência sofrer com sentimento de culpa ou de ter feito algo contrário aos meus princípios e a educação recebida de meus pais.

Eu nunca me exaltei que sou santo, é uma tarefa difícil, mas eu busco fazer as coisas dentro das regras. Na Casa do povo quero manter uma relação de urbanidade com os colegas. Cada um tem seu mérito por estar ali, todos foram votados pelo povo.

 

CF – Alguma outra coisa que o senhor deseja expor aqui? Fique à vontade.

MM – O que quero expor aqui ainda é que vivemos um momento delicado. Nossa cidade só não foi sacrificada graças a habilidade e experiência do seu gestor municipal, de seu vice e de sua equipe. Os Vereadores também estão se esforçando, embora ainda estejam de recesso, mas cada um está fazendo o que pode. Votamos numa sessão extraordinária uma autorização ao Prefeito para poder firmar convênios, contratos e outros instrumentos legais congêneres que possam ajudar nossa terra.  Quero encerrar pedindo a Deus que nos abençoe e nos livre desse vírus que já enlutou tantos lares. E pedindo a intercessão de nossa padroeira por nossa terra e por nosso povo!

Muito obrigado!

 

 

Amigão querido, que tenho a honra de poder chamar de Padrinho do nosso Jornal, assim como sua esposa Zâmia, nossa madrinha, nem preciso falar do carinho mútuo que existe entre sua família e eu. Boa sorte nessa nova Missão. Obrigado pela entrevista. Deus o ilumine sempre!

Carlos Frazão/JI

 

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